MP pede pena de 20 anos para suspeito de homicídio de “Tchinha”

2/11/2012 00:44 - Modificado em 2/11/2012 00:44
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O Ministério Público pediu a condenação do arguido, Jaílson Monteiro acusado de homicídio agravado por asfixia, isto é, o indivíduo foi considerado responsável pela morte de Maria de Lurdes, conhecida por “Tchinha”, ex-empregada de Cesária Évora. O representante do MP pediu ao tribunal que lhe aplique uma pena de prisão superior a 20 anos.

 

Jaílson Monteiro, de 27 anos, acusado da morte de Maria de Lurdes foi presente ao Juízo Crime da Comarca de São Vicente para responder à acusação de homicídio agravado. “Tchinha” foi estrangulada numa residência na zona da Ribeira Bote, tendo as suspeitas recaído sobre Jaílson.

Mas ainda contra o arguido pesava uma acusação de agressão sexual contra uma menor na zona da Ribeirinha e de um roubo numa residência na Bela Vista. Outra queixa de agressão sexual recaía sobre o arguido, mas esta foi retirada pela ofendida e não foi levada a julgamento. Perante o juiz, Jaílson assumiu o crime de roubo e negou a prática dos crimes de violação e homicídio.

Sobre a morte de “Tchinda”, o arguido disse que não cometeu o homicídio, porém confirmou que durante uma discussão lhe pegou pelo pescoço, mas que ao abandonar a casa a vítima estava com vida. As testemunhas arroladas ao processo evidenciaram indícios que comprovam a prática do crime de homicídio por asfixia, de roubo e agressão sexual.

 

Alegações

Perante os factos apurados em Tribunal, o representante do MP disse que as declarações do arguido não têm credibilidade, alegando que “há um grande grau de certeza, à volta dos 99%” que o acusado seja o autor dos crimes. Por isso, o arguido deve ser punido com pena superior a 20 anos de prisão, pois o tribunal deve levar em consideração a reincidência do sujeito na prática do crime de violação, cuja pena já foi cumprida”.

Por seu lado, a defesa do arguido exigiu apenas que se fizesse justiça no caso. Porque perante as declarações do réu e das testemunhas, a defesa admitiu que “é difícil dizer que o arguido não é culpado” e que estas mesmas declarações deixaram a defesa “sem espaço de manobra na presunção da sua inocência”. A leitura da sentença será feita na segunda-feira, dia 5, no 1º Juízo Crime.

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