A questão do mau ano agrícola volta ao Parlamento

25/01/2018 01:21 - Modificado em 25/01/2018 01:21

O PAICV volta à questão do programa de mitigação dos efeitos do mau ano agrícola. A deputada Eva Ortet, do PAICV, questionou a forma como o programa está a ser implementado assim como os seus efeitos. Para Eva Ortet, no seio dos agricultores e criadores de gado, há “muita conversa e pouca acção prática no terreno” sobre o plano. O PAICV questionou o método de distribuição da ração, apelando que possa ser feita “mais perto dos agricultores e criadores”. Em Santo Antão, como a bancada fornece como exemplo, o plano não está a fazer sentido, pois registou-se uma redução de vinte por cento na compra devido à distância que se tem de percorrer para adquirir as rações.

O questionamento do PAICV focaliza-se ainda na questão da distribuição do crédito aos agricultores e criadores de gado. “A linha de crédito, apesar de ser suficiente, não abrange uma parte significativa, deixando de fora as classes mais vulneráveis e mais necessitadas. A exigência de garantias reais ou de fiadores para o agricultor ser elegível e o curto prazo de reembolso, de apenas seis meses, afastou e tem afastado alguns agricultores e criadores de gado de forma intencional”, segundo Ortet.

Por sua vez, o MpD congratula-se com o plano e com o Governo sublinhando que “o programa é para um ano e o PAICV quer transformá-lo num programa de um mês”. Para o MpD, neste momento, o Governo tem assinado contratos programas com as Câmaras para abrir postos de trabalho em todo o país, “para dar às pessoas afectadas oportunidades de terem um rendimento”. Sobre o crédito, o MpD defende que não é só a questão da garantia real, mas que existem outras possibilidades como o crédito solidário de financiamento.

A UCID, aproveitando o tema introduzido pelo PAICV, afirmou que existem soluções para a produção de ração para o gado recorrendo a novas tecnologias. A UCID já tinha sugerido a técnica da forragem como um método para resolver a questão da produção de “pasto de qualidade e durante todo o ano”.

A tese sustentada pela UCID é assimilada pelo Governo. O Ministro Elísio Freire afirma que é “preciso trabalhar na mudança de comportamentos para tornar o país mais resiliente”. A técnica da forragem, afirma, é uma técnica que o Governo tem em mente, mas que ainda precisa de ser trabalhada na resistência a novos métodos. O governante afirma que existem lugares onde o programa ainda não chegou mas que se está a trabalhar para cobrir todo o território.

 

 

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