HBS: Intoxicação alimentar complica espera nas urgências

25/01/2018 01:13 - Modificado em 25/01/2018 01:13
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Na segunda-feira, as urgências do Hospital Baptista de Sousa, em São Vicente, viveram um momento extraordinário dentro do comum, segundo relatos dos utentes que recorreram ao serviço. A situação de espera dos utentes foi agudizada com a chegada de funcionários de uma fábrica do Mindelo, ICCO, por via de uma intoxicação alimentar colectiva.

A reclamação dos utentes referia-se ao tempo de espera e quando os trabalhadores da fábrica começaram a chegar, a situação “complicou-se”. A chegada inesperada dos trabalhadores fez com que o tempo de espera aumentasse, isto porque tiveram prioridade devido à situação.

Em conversa com os utentes, a situação era de desagrado. “Desde as nove horas que estou à espera (eram quatro e meia). Estava dentro à espera e começaram a chegar os trabalhadores da fábrica. Quando começaram a chegar, as coisas ficaram mais complicadas”, diz uma das utentes que está com um problema nos joelhos, afirmando que o tempo de espera estava a fazer com que os joelhos continuassem a inchar, o que a deixava mais preocupada.

Outro utente relata: “Acontece que estou cá desde as seis horas. Foi somente para me colocarem uma fita no braço e desde então estou aqui sentado à espera. A situação preocupa uma mãe que trouxe o filho para as urgências. “O meu filho é deficiente e desde as nove horas estamos aqui à espera. Agora, com a chegada dos trabalhadores da fábrica, já fui sentá-lo à sombra à espera que me chamem”.

Situações que alarmam as pessoas. Com a situação da urgência dos trabalhadores da fábrica, os utentes demonstram o próprio desagrado, pois doentes, como afirmam, que estavam dentro dos consultórios tiveram de ser retirados para dar lugar aos trabalhadores intoxicados. As opiniões dividem-se sobre esta situação, mas o desagrado fica pela forma como, afirmam, foram retirados. Outras situações de prioridade de idosos e de pessoas com bebés de colo foram expostas para manifestarem o desagrado pelo tempo de espera.

“Estava aqui, com mais de cem pessoas à espera, depois o número aumentou. Houve pessoas que acabaram por desistir e foram-se embora”, como relata outro utente, afirmação confirmada por outros que estavam à espera. “Em vez de chamarem mais médicos, chamaram mais segurança para o banco de urgências”, relata outro utente à espera desde as nove horas, como afirma.

Tentámos falar com a direcção do hospital, mas a mesma já não se encontrava no edifício.

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