Economist apoia Obama com muito pouco entusiasmo

2/11/2012 00:01 - Modificado em 2/11/2012 00:46
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Não foi uma escolha fácil, mas a revista The Economist optou por apoiar Barack Obama. “A América podia ter melhor do que Barack Obama; tristemente, Mitt Romney não está à altura”, resume a revista.

 

É um apelo ao voto muito diferente do de 2008: “Há quatro anos, The Economist apoiou Barack Obama para a Casa Branca com entusiasmo. O mesmo fizeram milhões de eleitores”, recorda o texto, antes de concluir que o candidato democrata “merece por pouco ser reeleito”.

Obama, considera a revista britânica, portou-se relativamente bem em termos de política externa e pior na economia: aqui, “o maior argumento a seu favor é ter impedido que tudo fosse muito pior”.

O estímulo e o resgate da General Motors e da Chrysler, continua a Economist, “ajudaram a evitar uma Depressão”. Pior do que tudo, para a revista, é Obama ter evitado qualquer reforma nas finanças, “não mostrando nenhuma disposição para lidar com o principal tema interno que o próximo Presidente terá de confrontar: a América não pode continuar a cobrar impostos como um governo menos interventivo e a gastar como um mais interventivo”.

Quanto a Romney, “parece estar pronto a bombardear o Irão, demonstra um apoio demasiado acrítico a Israel e está cruelmente errado na sua crença de que ‘os palestinianos não querem a paz’”. “A belicosidade pode começar no primeiro dia da sua presidência, quando já disse que vai considerar a China um país manipulador da moeda – uma provocação sem sentido que poderá facilmente degenerar numa guerra comercial”, avisa-se no texto.

A influente revista britânica gosta que Romney queira “reduzir o défice e reformar o governo”, mas não da sua intenção de iniciar “enormes cortes de impostos (que vão favorecer de forma desproporcionada os ricos), aumentando ao mesmo tempo a despesa com a defesa”. Em conjunto, estas medidas acrescentariam sete milhões de milhões de dólares ao défice a três anos, afirma.

A Economist antecipa que muitos dos seus leitores, “principalmente os que têm negócios na América, podem pensar que nada será pior do que mais quatro anos de Obama”. Mas expressa a sua discordância, principalmente porque “Romney só tem um plano económico que funcione se não se acreditar em grande parte do que ele diz”. Contas feitas, a revista escolhe “o diabo que já conhece”.

 

 

 

 

cm.pt

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