OMS considera ser baixo o risco da introdução da febre amarela em Cabo Verde

23/01/2018 00:42 - Modificado em 23/01/2018 00:42
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O ministro da Saúde e da Segurança Social revelou que a Organização Mundial de Saúde considera ser “baixo” o risco da introdução da febre amarela em Cabo Verde, cuja epidemia se faz sentir no Brasil.

Arlindo do Rosário fez estas considerações em declarações aos jornalistas durante a sua visita ao Centro Nacional Ortopédico e Reeducação Funcional (CENORF), na antiga Granja de São Filipe (ilha de Santiago), tendo sublinhado, no entanto, que existe alguma vulnerabilidade no país dado a existência do vector desta patologia, pelo que, “de todo o modo existe a preocupação”.

Contudo, indicou que Cabo Verde está na posse de alguma imunidade que não existe com outras doenças, como outras viroses como zika e dengue.

“Cabo Verde, no início do seu passado já teve uma epidemia da febre amarela. Existe a vacina e está a ser feita não apenas para pessoas de riscos, mas estamos a alargar a vacinação em determinados grupos para criar um programa que permitirá aumentar a imunidade”, explicou Arlindo do Rosário, para quem a acção diária no terreno de luta anti-vectorial deverá continuar.

Por outro lado, o ministro fez questão de ressalvar que o surto epidémico do paludismo na Cidade da Praia está controlado, mas que isto não implica “baixar a guarda”, antes pelo contrário, a acção vai continuar de forma a se atingir a meta, isto é, a eliminação do paludismo em 2020.

“Nesta luta anti-vectorial, em relação ao paludismo estamos a fazer também o mesmo em relação às outras viroses. Acredito que numa acção de saúde pública de luta anti-vectorial acrescida com a vacinação contra a febre amarela teremos condições para evitar isto”, frisou.

No concernente à luta contra o uso abusivo do álcool, um dos propósitos da sua visita a CENORF, o governante afirma que a Comissão de Coordenação de Combate à Droga (CCCD),  já tem um documento finalizado a ser apresentado sob proposta de lei, no início de Fevereiro, ao Conselho de Ministro e à Assembleia Nacional para a sua aprovação.

A lei do álcool, disse, conta com a participação de várias instituições com ângulos e visões diferentes sobre o problema, tendo sublinhado que o Governo irá trabalhar para que mais do que a legislação, haja medidas implementadas sobre o uso do álcool, através da educação sobre a cidadania nas várias vertentes.

Nesta visita à referida comunidade terapêutica, agora sob a tutela do Ministério da Saúde, o ministro inteirou-se dos constrangimentos e manifestou todo o interesse do Governo no sentido de trabalhar para ajudar os internos na sua reinserção e ultrapassar uma fase difícil das suas vidas.

Estribando-se no lema das Nações Unidas “Não deixar ninguém para trás”, Arlindo do Rosário considera que as oportunidades devem ser concedidas, mediante a oresponsabilização tanto do Estado como dos próprios utentes.

 

Inforpress

 

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