Augusto Neves considera que o Ministério de Economia Marítima marca  um momento de viragem para  São Vicente  

23/01/2018 00:19 - Modificado em 23/01/2018 01:32
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Inaugurada esta segunda-feira, 22 de Janeiro, o Ministério de Economia Marítima “numa região do país considerada o coração de todo o sistema da economia marítima nacional, augura bem a materialização de resultados palpáveis e estruturantes com reflexo para o desenvolvimento de todo o país”, destacou o titular da pasta durante o seu discurso.

Para o Presidente da Câmara Municipal de São Vicente, a inauguração do Ministério do Mar, na ilha é o suprimir de uma necessidade há muito sentida e que agora foi concretizado. “Estamos numa viragem importantíssima da história de São Vicente” destaca Augusto Neves, realçando “esta visão e sabedoria do governo de ter colocado em São Vicente, uma ilha com esta vocação histórica, dois membros do governo ligados a área do mar, da economia marítima, onde as discussões mais sérias serão mais rápidas e de certeza as resoluções e problemas terão também o seu desenvolvimento mais rapidamente”.

De acordo com José Gonçalves, a escolha do local, numa cidade de cara sempre virada para o mar, e que agora alberga este ministério, “é uma decisão oportuna e condizente com a vocação marítima da ilha”.

Inaugurado no dia do Santo padroeiro da ilha, Gonçalves considera este momento histórico é um dos mais importantes na história do arquipélago. “Um Ministério completo de raiz, significa assim a concretização de uma nova visão estratégica baseado nas valências dessa ilha virada para o mar… Por esta razão, a sua direção foi localizada em São Vicente como forma de dar maior centralidade administrativa ao sector coroado pela via de um verdadeiro e cabal ministério”.

Algo que no entender do titular da pasta, “já não era sem tempo”. E que  representa um importante instrumento catalisador do crescimento, desenvolvimento e competitividade no sector marítimo.” Não só a bem da ilha de São Vicente, mas de todo o país”.

Ladeado pelo Primeiro-Ministro, pelo Presidente da CMSV e pelo Secretário de Estado Adjunto da Economia Marítima, José Gonçalves acredita que este Ministério agora inaugurado vai desempenhar um papel fundamental na orientação e direcção de iniciativas estruturantes entre os quais salientou, a Zona Especial para a Economia Marítima, cujo estudo de viabilidade e plano de implementação estão em fase adiantada de elaboração, além de outros projectos que o governo tem e que estão a ser trabalhados e que serão implementados em São Vicente.

Assegura ainda que este ministério é uma oportunidade impar de gerir a economia marítima do nosso país num contexto que deverá contribuir de forma acrescida para o desenvolvimento económico sustentável e numa perspectiva interação entre governo e comunidades costeiras que representam mais de 80% da população de Cabo Verde. “Este propósito insere na política de proximidade que é desígnio deste governo”, advoga Gonçalves, que defende que o projecto do governo da IX Legislatura é que Cabo Verde, deve-se afirmar como Hub logístico no Atlântico Médio.

Além disso, anuncia que o governo pretende desenvolver um Centro Internacional de Formação Marítima em São Vicente, retomar o processo de registo de navios, promover Escola do mar e dotar o país de uma frota marítima moderna e segura para garantir linhas regulares inter ilhas.

E para isso, o Ministério que agora nasce em São Vicente deve ser bem capacitado, dispondo dos meios humanos, financeiros materiais suficientes para o efeito. “O facto de estar situado numa região do país, coração de todo o sistema de toda a economia marítima augura bem a materialização de resultados palpáveis e estruturantes com reflexo para todo o pais”, conclui.

Ulisses Correia e Silva no entanto esclarece que a inauguração do Ministério em São Vicente é algo “diferente inovador e desafiador”, em que o interesse do governo é “o que projectamos e queremos projectar com o MEM em São Vicente”.

E para tal responde duas perguntas, o porque da criação de um ministério de Economia Marítima e o porquê da sua instalação em São Vicente. A primeira é segundo este executivo, porque faz muito sentido num país que tem mais mar que terra, com vastos recursos a serem explorados nos mares e o que representa para todas as actividades ligadas ao mar.

Sobre a segunda questão diz que não foi uma decisão relâmpago, mas sim uma decisão que foi amadurecida, fundamentada. “Devemos valorizar o que podermos desenvolver”. E por São Vicente já ter tido épocas áureas através de transportes marítimos, de operações portuárias e logísticas, tem potencial para a partir daqui aproveitar o máximo de desenvolvimento neste sector. “Temos um conjunto de instituições ligadas ao mar. As condições já estavam criadas para irmos para algo mais desafiante, a criação deste ministério. E a partir desta ilha poder potenciar todo o processo de desenvolvimento deste sector” afirma UCS.

 

 

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