Marlene Freitas  ganha o Leão de Prata da carreira na Bienal de Dança de Veneza

18/01/2018 00:08 - Modificado em 18/01/2018 00:08
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A coreógrafa Marlene Monteiro Freitas, nascida na cidade do Mindelo ,  ganhou o Leão de Prata da carreira na Bienal de Dança de Veneza. A cabo-verdiana vai receber o prémio a 22 de Junho, na abertura do 12º Festival Internacional de Dança Contemporânea, em Veneza.

A coreógrafa cabo-verdiana Marlene Monteiro Freitas e a norte-americana Meg Stuart foram distinguidas com um prémio da carreira na Bienal de Dança de Veneza, Itália, segundo quanto foi anunciado esta quarta-feira.

Marlene Monteiro Freitas receberá o Leão de Prata e Meg Stuart o Leão de Ouro, a 22 de Junho, na abertura do 12º Festival Internacional de Dança Contemporânea.

Nascida em 1979, em Cabo Verde, onde fundou o grupo de dança Compass, a bailarina e coreógrafa Marlene Monteiro Freitas co-fundou em Lisboa a estrutura cultural P.O.R.K, com a qual assinou coreografias como “Bacantes – Prelúdio para uma purga”, “marfim e carne — as estátuas também sofrem” e “Paraíso”.

É “uma das mais talentosas da sua geração”, que se interessa mais pela “metamorfose e deformação”, que trabalha mais com as emoções do que os conceitos e que apaga as fronteiras do que é esteticamente correcto, lê-se na nota de imprensa do Ministério da Cultura e Indústrias Criativas.

Meg Stuart, que tem na improvisação uma ferramenta fundamental de trabalho, recebe o Leão de Ouro da carreira por ter desenvolvido “uma nova linguagem e um novo método a cada nova criação, colaborando com artistas de diferentes disciplinas e movendo-se entre dança e teatro”.

A viver na Europa há mais de vinte anos, Meg Stuart fundou a companhia Damaged Goods em Bruxelas e já se apresentou várias vezes em Portugal, nomeadamente com os espectáculos “Built to Last” e “Hunter”.

“Marlene Monteiro Freitas é uma das mais reconhecidas coreógrafas no plano europeu, com percurso singular, onde a experimentação coreográfica se alia a um olhar meticuloso sobre os limites do corpo, da percepção e da relação entre simbólico e material”, afirma o Ministério da Cultura em nota divulgada hoje, salientando “que é a primeira distinção para a dança portuguesa de um dos mais relevantes eventos internacionais para a criação contemporânea”.

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