Já se sabe o que matou os astecas

17/01/2018 05:08 - Modificado em 17/01/2018 05:08
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Epidemia matou 15 milhões de pessoas no México entre 1545 e 1550. Causa foi agora identificada.

Pelo menos 15 milhões de pessoas terão morrido de uma epidemia em menos de cinco anos, no século XVI, na zona que, hoje em dia, conhecemos por México.  As vítimas desta epidemia sofreriam, numa primeira fase, de febres altas, dores de cabeça e, em muitos casos, sangue escorría-lhes dos olhos, boca e nariz. Três dias depois, acabavam por morrer, numa doença a que nenhum infetado escapava.   A epidemia foi tão drástica que dizimou 80% da população da região, entre 1545 e 1550, mas, até agora, o que tinha causado tal doença era uma incógnita.  500 anos depois, um grupo de cientistas alemães finalmente descobriu o que era esta “pestilência”. As conclusões foram publicadas na revista Nature Ecology and Evolution e garantem que a epidemia teve origem numa febre intestinal, descartando as hipóteses de se ter tratado de um surto de gripe, varíola ou sarampo.  Para chegar a este conclusão, os cientistas analisaram o esqueleto de diversas vítimas, enterradas em valas comuns nas alturas em que a epidemia mais matava. Neles, foram encontrados rastos de Pratyphi C, uma espécie de salmonela que, hoje em dia, não mataria ninguém, mas que, na altura, era desconhecida dos astecas, sem defesas imunológicas para fazer face à doença.  Como resultado, esta epidemia, apenas mais uma das sofridas na região desde que os europeus atracaram nos portos do atual México, foi uma das que mais dizimou as populações locais, levando, eventualmente, ao desaparecimento dos astecas, que dominaram a mesoamérica entre os séculos XIV e XVI.

 

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