Mindelenses participam mas acham que a manifestação não resolve

16/01/2018 07:13 - Modificado em 16/01/2018 07:13
| Comentários fechados em Mindelenses participam mas acham que a manifestação não resolve

Marchas e manifestações têm feito ao longo dos anos parte das sociedades. Cabo Verde tem tido os seus momentos em termos de manifestações com um “despertar” da sociedade para temas sociais e económicos. As pessoas não têm tido receio de manifestarem o próprio desagrado e descontentamento em assuntos que lhes dizem respeito.

No último fim-de-semana, 13 de Janeiro, as pessoas saíram às ruas para manifestarem. O mesmo já tinha acontecido no fim do ano com a greve da Polícia Nacional, entre outras afirmações de outras formas de luta se os pedidos não forem atendidos. As manifestações atraem pessoas que no momento do desabafo dão voz à própria indignação. Os pedidos e reivindicações são específicos e com destinatários.

Existe uma confiança que este tipo de reivindicação tem efeito nas pessoas que tomam as decisões. “Acho que as manifestações têm efeito. Quando os políticos vêem muitas pessoas na rua, claro que têm de prestar maior atenção”, avança Valdir Dias. Ele sublinha que tomou parte das manifestações que têm sido realizadas. “As manifestações têm o seu efeito para colocar pressão no lado dos políticos, que sabem que se as pessoas não estão satisfeitas, têm de trabalhar porque pensam sempre nas eleições”, como afirma Solange Fonseca, outra entrevistada.

As manifestações são feitas com o propósito de pressionar os governantes ou chamar a atenção sobre os problemas. Mas em termos de pedidos, alguns entrevistados destacam que os governantes conhecem os problemas das pessoas. “Claro que sabem dos problemas das pessoas, porque sabem que as coisas não estão bem, com muitos problemas de desemprego”, destaca Odair Soares. A mesma avança que as pessoas também se cansam de se manifestar.

A descrença vai no sentido de uma resolução rápida do problema. As manifestações feitas nem sempre têm tido o efeito desejado, como avança Alcídia Lima. Ela avança que nos últimos anos tem feito muitas manifestações e não têm surtido o efeito esperado “e as coisas têm continuado na mesma”. Com o mesmo pensamento, Fredson Santos avança que com todos os sinais que as pessoas têm dado em relação aos problemas por que têm passado, acredita que os governantes deveriam ser mais rápidos a atender, porque passa tempo e não se vê muita mudança.

As manifestações atraem pessoas, mas nem todas. “Não acredito que manifestar vai mudar alguma coisa, acho que o que as pessoas devem fazer é juntarem-se e melhorar as coisas e não somente esperar”. Palavras de um cidadão, Patrick Neves, que avança que não participa nas manifestações porque pensa que as mudanças devem ser feitas nas pessoas. Um ponto de vista que se junta à descrença na acção dos governantes na resolução rápida dos problemas o que afasta as pessoas das manifestações. Nem todas, já que o sentimento, na sua maioria, é de continuar a manifestar para demonstrar o próprio desagrado em relação à situação do país.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.