MpD responde: “PAICV quer criar um ambiente de caos”

11/01/2018 01:34 - Modificado em 11/01/2018 01:34
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O PAICV acusou o Governo de estar a fragilizar o Estado de Direito Democrático. Numa reacção do partido às acusações, o Secretário-geral do MpD, Miguel Monteiro, volta as acusações para o PAICV adiantando que o mesmo está a insistir “numa forma de fazer oposição que nenhuma mais valia traz ao debate político, à fiscalização da actividade governativa e à sua afirmação enquanto alternativa de governação”. Para o MpD, o PAICV tem estribado “numa ideia obsessiva de denegrir a imagem do Governo mesmo que tal investida atinja de forma irresponsável a imagem do país”.

Para Miguel Monteiro, a oposição elegeu a fragilização do estado de direito como sua bandeira e tem repetido afirmações e insinuações “pensando em ganhar credibilidade junto dos cabo-verdianos”. Para o MpD, o catálogo que o PAICV tem seguido são acusações à violação da constituição, condicionamento do direito da oposição, violação de direitos e falta de transparência na gestão. Para o MpD, a ânsia do PAICV “em transmitir uma imagem de um Governo que atropela o estado de direito, tem transformada a liderança do partido numa figura despreparada para fazer oposição e de ser uma alternativa ao actual Governo”.

Para Monteiro, o PAICV ao comentar os assuntos da aquisição do terreno por parte do embaixador, “deixou cair a máscara”. “Assume-se como o responsável pela maquinação política criada à volta do negócio e não esconde a sua raiva contra o cidadão português Pinto Teixeira. Em vez de colocar questões que são afirmações irresponsáveis, o PAICV deveria, tendo tanta certeza naquilo que diz, apresentar aos cabo-verdianos provas das suas acusações. Um partido responsável e credível assim é que deve proceder”.

Sobre a questão da comunicação social

“O PAICV transforma uma proposta de código de ética da RTC, colocada a circular entre os jornalistas e suas representações para parecer e obtenção de contributos, em machadada na liberdade de imprensa” e em consequência “destila a sua raiva no Governo e no Ministro da tutela”.

Para o MpD, o PAICV quer criar um ambiente de caos “para poder passar de fininho e despercebido sobre dossiers que começam a conhecer as mãos da justiça, como é a gestão do Banco da Cultura e do Fundo do Ambiente”.

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