Ministro da Cultura inaugura exposição de fotografias da artista Sara Alhinho e fotógrafo Clément Burelle

9/01/2018 00:46 - Modificado em 9/01/2018 00:53

A Galeria Incondicional no Palácio da Cultura Ildo Lobo, na cidade da Praia recebeu esta segunda-feira “Mosaico de Sentimentos”, um projecto realizado em Cabo Verde, que integra música, vídeo e fotografia.

Mosaico é o tema que da nome ao primeiro álbum a solo da artista, “o qual nos convida a uma reflexão sobre a identidade, temática cuja atualidade a realidade se tem encarregado de provar ser tão útil quanto oportuna.

A sua mensagem, segundo comunicado é clara. “É no encontro com o outro e na valorização da diferença e da diversidade que verdadeiramente nos realizamos como seres humanos e é também onde que a Arte ganha novas expressões”.

Com participações de Kady Araújo, Enrique Alhinho, Yvan Évora e Brahim Hojeige, a exposição tarnforma um trabalho íntimo de Sara numa jornada de partilha e de encontro.

Clement é um fotógrafo francês dinamizador do projeto Vidas de Quetzal, através do qual, e por via de ateliês de fotografia, procura dar voz aos sem voz, convidando-os a expressarem-se na rua através de uma exposição itinerante, que viaja pelo mundo. A fotografía converte-se, assim, num megafone para os sem voz, a imagen num vector de encontros e as ruas do mundo num museu.

Do encontro de Sara e Clementsurgiu a ideia de fazer o videoclip do tema Mosaico, utilizando como base a fotografia de pessoas, partindo do princípio que o elemento  identitário mais  representativo de Cabo Verde é o próprio cabo-verdiano, cuja essência se tentou captar através das emoções e  dos sentimentos que estesdeixaramtransparecer.

O proceso consistiu captar imagens livres de diferentes pessoas encontradas de forma casual, aquem previamente se explicou o objetivo e os métodos a utilizar, afirma a mesma fonte.

“Foi-lhes proposto que se deixassem retratar de forma espontânea no seu dia a dia e que eles próprios se auto-retratassem. Embora esta técnica permita ao sujeito representar e transcrever a sua aparência exterior, ela apela, acima de tudo, a uma real introspeção, denunciada através da pose, da expressão, da posição do dispositivo fotográfico, dos recursos e da técnica utilizada. O auto-retrato é, então, usado para evidenciar as semelhanças e diferenças”.

Do mosaico que é cada um de nós se fez o Mosaico de Sentimentos,projeto que é tanto fruto da magia do(s) encontro(s) e da interação entre dois artistas, quanto da vontade de trazer para o público a matriz única da própriaidentidade cabo-verdiana – povo que dos encontros se fez plural e global.

 

 

 

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