Na África do Sul, os brancos ganham seis vezes mais do que os negros

31/10/2012 01:50 - Modificado em 31/10/2012 01:50
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O rendimento de um sul-africano branco é seis vezes superior ao de um sul-africano negro, revelou o censo à população cujos resultados foram divulgados esta terça-feira.

 

O censo mostrou que, na última década, os rendimentos dos negros aumentou 170% e, ainda assim, são os que menos ganham no país. O Presidente Jacob Zuma disse que passados 18 anos depois do fim do apartheid (acabou e 1994, antes só a minoria branca governava a África do Sul), o negro sul-africano continua em último lugar.

 

O rendimento médio anual de uma família branca é de 365 mil rands (perto dos 32 mil euros). A seguir na tabela surgem os sul-africanos de origem mista (251 mil e 500 rands), os de origem indiana (250 mil randes) e os negros surgem com um rendimento médio por família de 60 mil e 600 randes (cerca de 5500 euros).

 

“Falta fazer muita coisa para melhorar a vida do nosso povo, especialmente nas disparidades que ainda existem enrte pobres e ricos. Estes números mostram que a maioria negra continua em último lugar e a ser confrontada com a pobreza, o desemprego e a desigualdade, apesar dos progressos que fizemos desde 1994”, disse o Presidente Zuma.

 

O recenseamento da população mostou que os sul-africanos são agora 52 milhões (79% deles negros), um aumento de sete milhões de pessoas desde 2001, quando se realizara o censo anterior. Este aumento pode explicar-se, de acordo com o director do departamento de Análise Estatística da África do Sul, citado pela BBC, com os números da sida (que baixaram) e da natalidade (que aumentaram).

 

O censo mostrou ainda que o desemprego é muito elevado, atingindo 30% da força de trabalho. E que há mais de três milhões de crianças órfãs.

 

Outros dados, apesar de terem áreas muito negativas, mostram algum progresso. Mais de nove milhões de pessoas vivem em habitações e o número de barracas desceu para dois milhões desde 2001. O número de casas com casa de banho aumentou de 50% para 57%; o número de licenciados subiu de 8,4% para 11,8%; o número de casas com electricidade subiu quase 30% (de 58,2 para 84,7, e já só 7,5% das casas usam a parafina como fonte de energia).

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