ULCV: Alunos do curso de Direito reivindicam atribuição de notas para que possam ter os certificados 

8/01/2018 01:54 - Modificado em 8/01/2018 01:54

Terminaram o Curso de Licenciatura em Direito no ano lectivo de 2017 e, até agora, estão à espera que a Universidade Lusófona   resolva o problema da atribuição das notas de uma cadeira de forma a pedir o certificado de conclusão de curso, que muita falta deixa aos requerentes. Estes  afirmam estarem a ser prejudicados devido ao problema da ULCV junto de um docente que reteve as notas dos alunos como forma de pressionar a instituição a pagar vários meses de salários em atraso.

No foco deste quesito com a Universidade, estão os alunos do curso de Direito que terminaram o ano lectivo no ano passado, em Julho, e desde essa altura estão à espera de conhecerem a nota de um disciplina, porque sem essa nota não podem solicitar o certificado.

O que os deixa numa situação sensível porque, segundo quanto apurámos junto dos alunos, a inscrição na Ordem dos Advogados foi aberta em princípios de Janeiro e termina no final do mês e, sem o certificado, não se conseguem inscrever na OAC, logo, qualquer estágio num escritório de advocacia de nada vale. Para além disso, existem também os que estão a estagiar noutros locais e que brevemente serão abertos concursos e, uma vez mais, vêem outra oportunidade perdida por culpa da ULCV que não consegue resolver os seus problemas junto dos docentes o que, por sua vez, acaba por prejudicar os alunos, neste caso, os de Direito.

Em conversa com o porta-voz da turma de Direito, o mesmo adianta que foram feitos todos os contactos junto da Universidade onde prometeram que iriam resolver o problema com o docente, mas o mesmo alega que nunca foi contactado pela ULCV.

O impasse entre os docentes e a instituição não é recente, no entanto, este caso particular está a afectar toda uma turma que está a reivindicar a atribuição da nota e consequente certificado. “Existem colegas que desde o mês de Agosto estão à espera dos seus certificados, após terem pago o necessário mas, até agora, nada”, diz Jorge Duarte.

Em busca de uma outra solução, contactaram o docente em questão, mas este manifestou a própria posição e tendo em conta que possui uma relação com a instituição de ensino, foi respeitado pelos anos. Contam que antes de procurarem a comunicação social, esgotaram todas as soluções, até contactaram a Direcção-Geral do Ensino Superior pedindo a sua intervenção, mas estes responderam que se trata de uma situação entre aluno e instituição que ultrapassa, passo a citar “o nosso âmbito institucional. As instituições de carácter privado gozam de autonomia interna no seu relacionamento com os alunos”.

Não tendo conseguido nada com a DGES, voltaram-se para o Provedor de Justiça, tendo recebido a mesma resposta, isto é, que o assunto não se enquadra nas suas atribuições.

Dizem ainda que foram aconselhados a intentar uma acção judicial contra a ULCV, mas “sabemos que o resultado não sairá agora”.

“É um direito nosso e não cumprem a parte que lhes cabe e isso prejudica-nos muito. É o nosso futuro que está em jogo, o futuro está-nos a abrir as portas agora. Já tínhamos chamado a atenção de que em Janeiro a Ordem iria abrir as inscrições e tiveram todo este tempo para percorrerem este caminho e tentarem resolver o problema de forma a evitar que os alunos fossem os maiores prejudicados. A maioria de nós está nesta situação, estudamos para isso, é o que queremos e estamos a correr atrás”, enfatiza.

Deixam claro, que antes de contactarem os jornais esgotaram todas as vias de soluções e apelam a quem de direito que tome uma posição sobre o caso.

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