PAICV não acredita que os EUA penalizem Cabo Verde por não reconhecer Jerusalém como capital de Israel

5/01/2018 01:22 - Modificado em 5/01/2018 01:22
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 O vice-presidente do PAICV (oposição), Rui Semedo, não acredita que os EUA possam “penalizar” o país pelo facto de este ter votado a favor da resolução da ONU que não reconhece Jerusalém como capital de Israel.

No dia 21 de Dezembro do ano transacto, Cabo Verde fez parte dos 128 que votaram a favor daquelas resolução das Nações Unidas que alguns consideram como sendo votos “contra” os Estados Unidos da América que reconhecem Jerusalém como capital de Israel.

“Em relação a esta matéria, que é muito sensível, seria desejável que houvesse uma articulação mais ampla, em que seriam ouvidos os partidos políticos”, disse o vice-presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde, que espera que tenha havido uma “articulação entre os órgãos de soberania, designadamente o Governo, o Presidente da República e o Parlamento”.

Segundo Rui Semedo, nesta questão do Israel, o seu partido “respeita a posição do Governo que deverá reflectir o ordenamento jurídico nacional, bem como as posições estratégicas que Cabo Verde tem tomado ao longo de anos”.

“Cabo Verde deve ter a sua autonomia de pensamento e decidir de acordo com as avaliações que faz não só do contexto, como também do percurso que tem feito e dos posicionamentos que tem tomado”, precisou o dirigente tambarina, acrescentando que os Estados Unidos são um “país democrático e que luta pelo respeito dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos”.

Recordou que o arquipélago tem procurado posicionar-se de acordo com a sua autonomia e independência em relação a processos internacionais e de várias questões da política externa.

Instado se não teme que o Governo dos EUA possa vir a sancionar Cabo Verde, o vice-presidente do maior partido da oposição afirmou que a relação entre os dois países vem muito antes do período da independência e que é “tão profunda” e, por isso, “não se belisca pelo citado posicionamento de cabo Verde”.

À pergunta se o PAICV fosse poder teria votado aquela resolução da ONU no mesmo sentido que fez o executivo de Ulisses Correia e Silva, Rui Semedo respondeu: “O que posso afirmar é que, tratando-se de uma matéria sensível, o PAICV chamaria todos os partidos com assento parlamentar e fazia uma articulação para uma posição que, pelo menos, reflectisse um amplo entendimento nacional”.

 

Inforpres

 

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