CCSL: “A SINAPOL tinha motivos  para fazer greve”

4/01/2018 01:41 - Modificado em 4/01/2018 01:41
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A CCSL reage à posição do Governo em relação à greve da Polícia Nacional. “Esperávamos um pronunciamento de diálogo, de aproximação, de entendimento e de negociações das reivindicações do SINAPOL e não o lançamento de uma bomba de Al-Qaeda contra a Polícia Nacional”, como adianta o Presidente da CCSL, José Manuel Vaz.

A CCSL demonstra-se ainda aberta ao diálogo para resolver os problemas da PN e, neste sentido, rejeita a bomba. Esta expressão é alusiva também ao facto do Governo analisar a greve como um “atentado ao Estado de Direito Democrático”.

“Daí lamentamos profundamente a atitude e o comportamento do Primeiro-ministro relativamente à greve da Polícia Nacional” e ainda que “apoia e apoiará a greve dos polícias pelos motivos apresentados e que ainda não foram resolvidos”.

Para a CCSL, o SINAPOL esteve bem em todo o processo e passa a responsabilidade para a Administração Interna pelo não cumprimento do memorando de entendimento. E, neste memorando, Vaz sublinha que as partes acordaram em conjunto trabalhar em vista para o aumento salarial em 2018. “Não venham com conversa fiada de que não tiveram razões para a greve”. Adianta ainda que outro sector tem contactado o sindicato para os apoiar na reivindicação do aumento salarial: os agentes prisionais e os guardas municipais. Admite que a PN merece um melhor salário.

Avança que farão uma queixa à Organização Internacional do Trabalho contra o Governo por violação do direito à greve, tendo em conta a requisição civil “e da forma como foi feita”.

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