José Gonçalves está convencido que  Ministério da Economia Marítima  vai trazer grandes reformas para o sector 

26/12/2017 04:36 - Modificado em 26/12/2017 04:36

O  ministro de Economia e Emprego considera  que a criação do Ministério da Economia Marítima vai trazer “reformas profundas” ao sector e  reconhecer a importância de São Vicente no quadro económico da nação.

José Gonçalves,   que falava à imprensa a propósito da  primeira remodelação do Governo do MpD, explicou  que desde o início do mandato  discutiu com o primeiro-ministro a possibilidade de colocar um ministério na ilha de São Vicente,

“Reconhecemos a importância que a ilha tem no sector económico da nação e por isso vamos dar uma nova dinâmica neste sentido”, avançou o ministro que passa a contar, neste quesito,  com o apoio de um secretário de Estado adjunto,   o actual deputado da nação Paulo Veiga,   porque reconhece que há “muitas reformas a fazer” que exigirão a “reestruturação de todo o sector”.

O actual ministro de Economia e Emprego  passa assim a ser ministro de dois ministérios autónomos e passará a dividir o seu tempo entre  a Cidade da Praia, onde ficará sediado o Ministério do Turismo e dos Transportes, e  a cidade do Mindelo onde se localizará o Ministério da Economia Marítima.

José Gonçalves  avançou  que   não é novidade em Cabo Verde um ministro   com dois ministérios porque  já houve dois casos antecedentes,   só que a diferença, desta vez, é a distância entre os dois,  que será um pouco maior.

“A tutela do Ministério da Economia Marítima vai ficar aqui mais próxima de tudo aquilo que é a estrutura ligada ao mar e haverá um foco muito mais preciso e uma concentração que irá imprimir muito mais dinamismo” explicou o ministro, que concorda que o ministério tem funcionado até agora de forma “desagregada e desarticulada”.

O ministro explicou que  estava  sediada  em São Vicente a  Direcção Nacional  da Economia Marítima, que supostamente, como afirmou, deveria ser um embrião da parte do  ministério, mas “não estava a ser suficiente”, daí a decisão de se criar um “verdadeiro” Ministério da Economia Marítima que, pela primeira vez na história de Cabo Verde, funcionará de forma autónoma.

“É neste sentido que queremos trazer todo  o enfoque para dar esse novo dinamismo precisamente para dar resultados concretos ”, sintetizou o governante, que elencou a criação da escola do mar, a  criação de competências  e formação em todas as áreas e a aposta na reforma dos recursos humanos, como  alguns dos incentivos que irão proporcionar ao  país novas competências de desenvolvimento no sector marítimo.

Inforpress

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