Ceia de Natal: uma tradição mesmo num mau ano agrícola

26/12/2017 04:13 - Modificado em 26/12/2017 04:13
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O Natal é, sem dúvidas, uma das festividades mais importantes no nosso país, onde as celebrações têm um grande pendor religioso e o aspecto principal e que prevalece é o da festa de família, ou seja, a reunião de todos para comemorarem o Natal, uma tradição que de ano para ano vai perdendo “fulgor” em Santo Antão, devido à fraca condição financeira e, este ano, onde o mau ano agrícola prosperou, as dificuldades são maiores.

Para os mais religiosos, um dos aspectos mais importantes da véspera de Natal é a Consoada que se realiza na noite de 24 de Dezembro e é servida uma Ceia especial depois da Missa do Galo. Mas, com as dificuldades financeiras aliadas ao mau ano agrícola que se fez sentir este ano, em Santo Antão, a Ceia de Natal perdeu cada vez mais a sua força. A celebração religiosa do Natal começa à meia-noite do dia 24, com a Missa do Galo e o objectivo é celebrar o nascimento de Jesus Cristo que a Igreja Católica atribui a este dia, uma data marcada também pela habitual troca de prendas durante a Ceia, mas a verdade é que cada vez mais se passa simplesmente a um mito e, muitas pessoas afirmam que já nem se preocupam se vão ou não receber prendas. Mas, como aponta o jovem João Guilherme “o que conta é a saúde”.

Tempos difíceis em ano difícil, as tradições vão dando lugar à pouca esperança de dias melhores, onde a pobreza vai ganhando cada vez mais o seu espaço, principalmente nas zonas rurais de Santo Antão, onde a principal fonte de sobrevivência está na agricultura, mas que este ano, as plantações, principalmente as de milho, aliadas à falta de chuva, trouxeram consigo novas pragas, factores que condicionaram muitas famílias na preparação da habitual Ceia de Natal e na compra de prendas. Um ano que muitos querem deixar para trás rapidamente com esperanças de um 2018 melhor, mesmo sabendo que as coisas não vão mudar de um dia para o outro mas as esperanças, estas, são sempre renovadas.

 

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