Mau ano agrícola em 2017: efeitos esperados em 2018

22/12/2017 02:18 - Modificado em 22/12/2017 02:22
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Provavelmente, este foi o título menos conseguido do Notícias do Norte no ano de 2017: “Época das chuvas: previsões afastam fantasma do ano passado”. Isto, quando o anúncio do serviço meteorológico de Cabo Verde declarava que “todos os modelos globais da sub-região de previsões das chuvas reproduzem situações de chuvas médias ou acima da média para Cabo Verde”. O que não se verificou, com impactes socioeconómicos e político-governativos. E, na altura, a atenção voltou-se para as questões sanitárias. A questão veio merecer atenção e preocupação.

Com as previsões de mau ano agrícola a se verificarem e com pedidos para a tomada de medidas, o executivo apresentou em Novembro o projecto para fazer face ao mau ano agrícola.

O projecto centra-se na promoção da adopção de práticas de produção de alimentos eficientes e compatíveis com o clima, de oportunidades viáveis de mercado nacional e regional para produtos alimentares de valor agregado, de um comportamento nutricional adequado através de sistemas alimentares sustentáveis para dietas saudáveis e nutrição melhorada e da construção de plataformas africanas de partilha de conhecimento dos Pequenos Estados Insulares Africanos.

Na mesma óptica, o PAICV também propôs soluções mas, antes, acusou o Governo de falhar “completamente” ao antecipar as medidas para o mau ano agrícola. O que classificou de “demonstração de uma insensibilidade terrível por parte dos governantes”. E entregou uma proposta em que defendia a distribuição de ração gratuita para os criadores de gado, a acção directa do Governo na gestão da água das barragens e um fundo para mulheres chefes de família desenvolverem as suas acções.

Com duas propostas nas sessões parlamentares, o tema foi um dos mais abordados.

O PAICV propunha que as rações dos animais fossem distribuídas de forma gratuita. E ainda, uma acção directa na gestão das águas das barragens, como a disponibilização de recursos para a instalação de sistemas de adubação e rega. “É necessário também um fundo, que estipulamos em cerca de 150 mil contos, destinado às mulheres chefes de família para poderem desenvolver as suas acções”.

Politicamente, a UCID pediu medidas concretas para fazer face ao mau ano agrícola.

As medidas foram pedidas com urgência e celeridade. Isto, quando o ano já se encontrava em Novembro. Mas antes, em visita a Santo Antão, o líder do partido traçou um quadro negro dos efeitos do mau ano agrícola.

O Governo anunciou que necessitava de dez milhões de euros para combater o mau ano agrícola. O Governo tinha que ir atrás do financiamento. Em Dezembro, anunciou que conseguiu o financiamento e a oposição felicitou-se pelo resultado. Isto, sem que antes pedisse menos no terreno.

Conseguido o financiamento, vai iniciar a sua aplicação. A UCID já sugeriu outras técnicas, como foi o da forragem. São linhas que o mau ano agrícola trouxe e que agora a preocupação centra-se na produção e no impacte que terá no preço dos produtos, se associarmos o tema a questões salariais. E, são linhas que, com certeza, escreverão o ano de 2018.

 

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