São Vicente: Agentes prisionais reivindicam pagamento das compensações suplementares de 2016

20/12/2017 07:59 - Modificado em 20/12/2017 08:24

Os agentes da guarda prisional da Cadeia de São Vicente, representados pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (Sintap), reivindicaram hoje o pagamento das compensações suplementares de 2016 e melhoria dos fardamentos que chegaram à ilha “incompletos”.

Em conferência de imprensa realizada, hoje no Mindelo, o secretário permanente do  Sintap, Eduardo Fortes, avançou que os agentes prisionais de Cabo Verde já chegaram ao “limite de situação em que vivem e ao limite das suas paciências”.

A reivindicação mais urgente, para além de melhoria de condições de trabalho na cadeia de São Vicente, prende-se com um memorando de entendimento assinado entre o sindicato e a Direcção dos Serviços Prisionais que não tem vindo a ser cumprido.

De acordo com o documento rubricado, explicou Eduardo Fortes, os agentes prisionais de Cabo Verde, no geral, deveriam ser compensados pelos trabalhos suplementares realizados em 2016, valor que já foi pago, segundo informações do sindicalista nas outras ilhas e “em São Vicente ainda nada”.

“Todos as agentes prisionais de Cabo Verde já receberam as compensações de 2016 no último salário e os de São Vicente não. Perguntamos porque é que isto está a acontecer, tendo em conta que não há nenhuma satisfação por parte das autoridades se esse montante será pago ainda este ano”, questionou.

Para o sindicalista, o valor a receber não é muito, mas “deixa falta” principalmente nesta época natalícia e estabelece o prazo de até a próxima semana para esse pagamento ser efectuado caso contrário, voltarão a reunir para definir novas estratégias de reivindicação.

Outro aspecto denunciado pelo sindicato tem a ver com o novo fardamento que para além de chegar “tardiamente” em São Vicente, comparado com as outas ilhas do país, chegaram “incompletos e não ajustados às características físicas dos agentes”.

“O fardamento que o pessoal usa neste momento já não dá nem para remendar e muitos têm socorrido a falta de uma calça ou de um par de botas em amigos da Polícia Nacional, o que é vergonhoso para uma instituição como o Ministério da Justiça”, argumentou o sindicalista.

Para Eduardo Fortes, já foram realizadas várias greves nas cadeias do país, já foram entregues vários pré-avisos de greve ao Ministério de Justiça, daí que, entende, já era  altura de mudarem de tática e de paradigma, em vez de ficar sempre a revisar as mesmas coisas mas, entretanto, não “é o que acontece porque sempre voltam a revisar e a pisar nas mesma teclas porque compromissos que são assumidos nunca são satisfeitos”.

Em relação à “velha questão” de melhoria de condições de trabalho, o sindicalista apontou que a entrada de mais 50 agentes que estão em formação representará um alívio à carga horária de agentes prisionais nas cadeias de Cabo Verde, que embora, “tardiamente”, registam com apresso.

No entanto, continuou Eduardo Fortes, em São Vicente há a necessidade de mais uma viatura para transporte do pessoal porque a única utilizada neste momento não apresenta condições de segurança aos agentes.

Além do transporte, a cadeia de São Vicente precisa também de melhoria nas casas de banhos dos agentes prisionais e, no que tange a condições de trabalho, o sindicato disse ter informação de que em outras cadeias do país estão a fazer intervenções e em São Vicente ainda não há sinal de quando haverá melhorias.

 

Inforpress

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