OGE: Sokols questiona, quanto vale cada mindelense?

20/12/2017 07:42 - Modificado em 20/12/2017 07:42

Com a aprovação do Orçamento de Estado, a Sokols considera que é “necessária uma análise de diferentes ângulos, porque impacta na vida do país e de todos os cidadãos”. E analisados os números do Orçamento e das projecções do INE, a conclusão que o grupo faz saber em comunicado é que “o cidadão mindelense não vale cinco contos (5.000 CVE) no OGE 2018 quer na perspectiva de munícipe quer nos investimentos considerados pelo Governo, sendo tratado de forma desigual e injusta com as demais ilhas”.

Clarifica: “o que se pretende não é a sobrevalorização de São Vicente, mas sim critérios claros e compreensíveis na repartição dos recursos, o que não se tem vislumbrado relativamente a São Vicente e demais ilhas consideradas periféricas”.

Este sentimento leva em consideração os valores do Orçamento com as projecções da população para 2018 do INE. Analisada na perspectiva de habitantes das ilhas, em vez de municípios, a Sokols considera que São Vicente “é a ilha que menos receberá valores relativos à transferência dos municípios por habitante, sendo a única que recebe menos de metade da média nacional”.

E sobre as transferências municipais por habitantes, o grupo constata que “São Vicente, a par de São Nicolau e da Brava são as ilhas em que menos se investirá por cidadão. Valores muito abaixo da média Nacional, sendo Maio, Sal e Santiago “as que mais beneficiarão do Orçamento de investimentos por habitantes”. Isto quando o grupo anota que “São Vicente é a segunda ilha com maior número de empresas, trabalhadores a cargo e volume de negócios originados pelas unidades produtivas”.

Em tom de conclusão, o grupo escreve que da visualização dos dados do INE sobre o PIB e empresas de 2015,” mais incompreensível se torna se considerarmos que além de ser a segunda ilha mais populosa, é aquela que tem o PIB per capita acima da média nacional, a par do Sal e da Boa Vista”, que por particularidades turísticas representam um maior peso no PIB.

“Perante estes factos, incompreensível é sentir-se confortável com a distribuição desigual e injusta do OGE e das prioridades definidas por ilhas. Não é lógico, não é aceitável, não é razoável que um mindelense, sobretudo um cidadão contribuinte, aceite que esteja tudo bem perante esta forma de distribuição dos recursos de todos nós”. E avança que é tempo dos mindelenses “mostrarem o que valem perante as injustiças, as desigualdades e as iniquidades que têm sido perpetuadas pelo sistema centralista e conveniente que tem gerido o país”.

  1. Boyzin d'Praia

    Quanto vale cada mindelense! Bom kes ki dja sta na Praia vale igual a cada crioulo de mente aberta. Agora kes ki fica atrasado… já nca sabé kkkkk

  2. Sandro

    A Sokols, deve perguntar tambem quanto é que cada sãovicentino pode contribuir para o orçamento do estado…..
    Com trabalho contributivo.
    Estaria disposto a poupar 10% de paródia a favor do estado?

  3. mino

    Sokols? Bandos de Priguiçousos

  4. O Orçamento do Estado tem a ver com os Municipios mais populosos e repartido entre elas e não por Ilha. Se Santiago tem maior fatia é porque tem mais municipios, portanto mais população per cápita, enquanto S.Vicente também populoso mas só que tem 1 Municipio apenas. Acho que sai prejudicado para isso há que legislar sobre este aspecto porque S.Vicente tem uma densidade populacional muito grande, e é urgente criar mais 1 Municpio Norte na Ilha.

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