Trabalhadores dos Correios anunciam greve para 28 e 29 de Dezembro

19/12/2017 01:24 - Modificado em 19/12/2017 01:24

Os trabalhadores dos Correios de Cabo Verde entregaram hoje um pré-aviso de greve para os dias 28 e 29 de Dezembro, pela reposição imediata dos 100% do subsídio de Natal por parte da administração da empresa.

Em representação dos trabalhadores, o secretário permanente do Sindicato de Transportes, Telecomunicações, Hotelaria e Turismo (SITTHUR), Carlos Lopes, explicou que em causa do pré-aviso de greve está a “falta de consideração” do Conselho de Administração dos Correios, que cortou o subsídio de Natal aos seus trabalhadores no dia em que o mesmo seria pago.

Segundo o sindicalista, há mais de 20 anos que os trabalhadores recebem este subsídio a 100%, mas afirmou que a administração, no dia 14 de Dezembro, emitiu um despacho a dizer que seriam pagos 40% do subsídio até agora recebido pelos trabalhadores.

“Os trabalhadores reuniram-se logo, no dia 15, e decidiram avançar para a greve. Consideramos que se trata de uma medida unilateral, porque a administração não discutiu com ninguém, esta medida.

Nem com os trabalhadores, nem com o sindicato que os representa”, explicou, frisando que não se pode tirar ou restringir os direitos adquiridos dos trabalhadores.

Neste sentido, a greve prevista para os dias 28 e 29 de Dezembro, que acontece a nível nacional e nos termos do artigo 115 do Código Laboral visa, segundo o SITTHUR, visa exigir a reposição imediata dos 100% do referido subsídio, já que é um direito adquirido há muitos anos pelos trabalhadores.

A greve, que vai afectar todos os serviços e todas as actividades exercidas pela empresa, assim como abranger todas as categorias profissionais, terá início às 00:00 do dia 28 de Dezembro, quinta-feira, e irá terminar às 16:00 do dia 29.

Entretanto, Carlos Lopes afirmou que estão disponíveis para uma negociação.

DR/JMV

Inforpress/Fim

  1. Observador atento

    AVISO À NAVEGAÇÃO!
    -[Extraido do jornal O Observador de 19-12-2017]
    CTT vão cortar 800 postos de trabalho
    ATUALIZADO
    Os Correios de Portugal dizem que o negócio está em transformação e que a rentabilidade da empresa está a descer. Por isso, a administração avança com um plano drástico de redução de custos.

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