Carlos Alhinho Filho:  “Eu só quero ver este processo terminado”

18/12/2017 01:56 - Modificado em 18/12/2017 01:56

FUTEBOL – Carlos Alhinho, treinador da Academia Carlos Alhinho, durante o Mundialito de Escolinhas Futebol 7, no Complexo Desportivo de Vila Real Santo Antonio, em Vila Real Santo Antonio. Segunda feira, 2 de Abril de 2007. (ASF/CARLOS VIDIGAL JR)

Carlos Alhinho morreu há quase 10 anos, em Benguela, Angola, vítima de queda num fosso de elevador de um hotel. Volvida praticamente uma década, o julgamento do caso apenas teve início na ultima  quinta-feira. Carlos Alhinho filho continua a reclamar para que o falecimento do pai não caia no esquecimento.

«O tempo que passou até agora é para mim incompreensível. Eu só quero ver este processo terminado», pede, desgostoso por o ministério público nunca ter concluído as investigações, desejando a condenação do hotel contra o qual moveu ação civil, em nome pessoal.

«Com certeza não será uma indemnização que vai reconfortar-me, mas, através de eventual verba, poderei dar continuidade aos projetos e ação social em  Cabo Verde», expressa o filho do malogrado treinador, lembrando que Carlos Alhinho dera o seu nome a uma academia de futebol onde muitos miúdos se amparavam:

«A academia fechou há três anos. O único dinheiro que lá entrava era o do meu pai. Nunca tivemos patrocínios. Chegamos a ter mais de cem miúdos a praticar futebol, e nem todos eram pagantes. Foi parte de um trabalho de ação social que foi iniciado mas que, por falta de verba, foi forçosamente interrompido».

«O amor e o respeito que o senhor meu pai sempre teve por Angola não foi o mesmo que Angola teve por ele», completou, lembrando ter perdido a sua maior referência.

Recorde-se que Carlos Alhinho, antigo jogador de Benfica, Sporting e FC Porto, também internacional português por 15 vezes, desapareceu aos 59 anos, em maio de 2008, numa altura em que se preparava para assinar contrato pelo 1.º de Maio.

  1. JOVEM DE S.VICENTE

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