Governo já tem financiamento para a programação e a mitigação dos efeitos do mau ano agrícola

15/12/2017 00:48 - Modificado em 15/12/2017 00:48
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O Governo conseguiu financiamento para financiar o programa de mitigação dos efeitos da seca e do mau ano agrícola. No Parlamento, o Primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva, relembrou no debate que estavam a fazer esforços para mobilizar dez milhões de euros para o financiamento do programa. “Hoje, estou aqui para anunciar ao país que conseguimos! Estão confirmadas as contribuições”.

Uma lista de doações em que a União Europeia se destaca com sete milhões de euros de doações. Logo a seguir surgem o BAD e a FAO com um milhão de euros, sendo que o BAD financiará também com um milhão de euros, o projecto de irrigação. A Espanha, a Itália, os EUA, a Bélgica, o Luxemburgo surgem também como parceiros na lista de doadores descriminada pelo Governo.

Ulisses Correia e Silva destaca a rápida resposta. “É um gesto de solidariedade para com o momento de dificuldade que os agricultores, criadores de animais e centenas de famílias rurais vivem. É um gesto de confiança acrescida em Cabo Verde”. Ulisses Correia e Silva demonstra confiança no projecto para minimizar os efeitos do mau ano agrícola.

“A seca que vivenciamos este ano é uma situação bastante atípica dentro da realidade climática do país. Enquanto Estado insular saheliano, Cabo Verde está a enfrentar também os efeitos das mudanças climáticas. Por isso, para além do programa que já está em execução, colocamos o foco no reforço da resiliência do país face a choques decorrentes de eventos naturais extremos”.

E para fazer face a situações do género, avança quatro pilares: i) a governação das crises e dos riscos de desastres; ii) o sistema de monitorização e de alerta precoce; iii) a redução das vulnerabilidades das comunidades; e iv) o reforço da capacidade de resposta às crises e desastres.

E avança para 2018, a aprovação de um consistente programa de resiliência que estará associado ao mecanismo que permite accionar financiamentos de forma ágil para dar resposta a situações extraordinárias que possam ocorrer advindas de catástrofes naturais ou estado de emergência provocado por seca.

 

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