Julgamento  do assalto a  Casa de Câmbio  : suspeito diz que não há provas contra ele

13/12/2017 00:58 - Modificado em 13/12/2017 15:52
| Comentários fechados em Julgamento  do assalto a  Casa de Câmbio  : suspeito diz que não há provas contra ele

Teve início, esta terça-feira, a audiência de julgamento do alegado autor do assalto a uma Casa de Câmbio, na Rua Fernando Ferreira Fortes, em princípios de Julho do corrente ano e que rendeu mais de 500 contos.

O indivíduo foi deito pela Polícia Judiciária na zona de Bela Vista, arredores da Cidade do Mindelo. Foi surpreendido sem possibilidade de se pôr em fuga. As investigações da PJ conduziram-na ao suspeito e culminaram ainda na detenção de vários objectos.

Acusado pelo Tribunal da prática dos crimes de roubo agravado, posse de armas e tráfico de drogas, o arguido nega a autoria do assalto e proclama-se inocente dos crimes de tráfico de drogas.

As testemunhas identificaram-no sem sombras de dúvida perante o Segundo Juízo Crime. O cidadão nigeriano negou a autoria do assalto por considerar que não existem provas contra ele e que tudo não passa de declarações de testemunhas que dizem que «foi um africano de um dos países vizinhos de Cabo Verde».

A acusação dos crimes foi feita em inglês, língua oficial do suspeito.

O taxista que na altura foi referenciado como presumível cúmplice, contou ao Tribunal que apanhou o indivíduo na rotunda da Ribeira Bote e que o deixou na parte de trás da Casa de Câmbio, no “Basquet” e que minutos depois este voltava a entrar apressado no carro, forçando-o a sair o mais depressa possível do local. Embora não o tenha visto a roubar, corroborou as declarações das testemunhas que o viram a entrar no táxi.

A gerente da agência, o taxista e a primeira cliente no referido dia 10 de Julho, não tiveram problemas em reconhecer o nigeriano identificado pelo nome de Gabriel que entrou no local depois das 8 horas da manhã, armado, tendo conseguido levar do local cerca de 500 contos que se encontravam dentro da bolsa da gerente que vinha do BCA. Ainda dentro da bolsa, estava, segundo a testemunha, um telemóvel, uma carteira com três mil escudos, chaves e outros objectos.

De acordo com os detalhes da investigação, após abordarem o taxista, este deu-lhes um número de telemóvel que o suspeito, alegadamente lhe teria fornecido para que posteriormente pudesse cobrar a corrida e, através do número, conseguiram fazer a ligação e munidos de um mandato de busca foram até à residência do suspeito que dividia a moradia de dois pisos com o irmão e respectiva esposa e filhos.

No local, durante as buscas, acabaram por encontrar um revolver de 6.35 milímetros, munições, um taser, um colete à prova de balas, uma “sovaqueira”, uma pequena dose de cannabis e de cocaína e, na cozinha, encontraram vestígios de cocaína nalguns recipientes. Foi ainda encontrada uma balança de precisão e, no quarto dos filhos, mais de trinta mil escudos. No entanto, o dinheiro do assalto não foi encontrado.

Por seu lado, o irmão também foi ouvido pelo Tribunal, sob suspeita de tráfico de drogas. Mas ambos declaram-se inocentes das acusações.

O Primeiro Juizo Crime do Tribunal da Comarca de São Vicente agendou as alegações finais para a próxima segunda-feira, 18 de Dezembro. O suspeito encontra-se em prisão preventiva, depois de ter sido acusado pelo Ministério Público.

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.