Estudo associa homossexualidade a potencial herança genética

12/12/2017 18:06 - Modificado em 12/12/2017 18:06
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Pesquisa publicada na revista científica Science Reports reforça a ideia de que há uma herança genética na base da homossexualidade.

Há muito que a ciência desconfiava da ação interna e externa na orientação sexual do ser humano, mas só agora é que foi realizado o primeiro estudo de associação do genoma completo.

Depois de analisarem amostras de sangue e saliva de 1,077 homens homossexuais e 1,231 homens heterossexuais (todos com ascendência europeia), os cientistas da NorthShore University, nos Estados Unidos, identificaram dois genes que podem estar relacionados com a homossexualidade.

Conta o Science Alert que os investigadores norte-americanos notaram diferenças genéticas em dois cromossomas, o 13 e o 14. No cromossoma 13, foi encontrado o gene SLITRK6 – que está presente no diencéfalo, parte do cérebro que muda de tamanho consoante a orientação sexual -, já no cromossoma 14 foi identificado um dos genes da tiroide, o TSHR, que tem ainda a capacidade de alterar o hipocampo.

Mas são estes genes responsáveis pela homossexualidade? Não necessariamente. Embora seja um facto de que existem, o seu poder na orientação sexual masculina não é um dado adquirido, tratando-se, apenas, de uma genética potencialmente herdada, o que quer dizer que não é por um homem ter estes genes que é homossexual.

Para o mentor do estudo, o investigador Alan Sander, o principal objetivo da investigação não é apontar um dedo à causa da homossexualidade, mas sim tentar “compreender o seu desenvolvimento e expressão”, aumentando, assim, o “conhecimento dos mecanismos biológicos subjacentes à orientação sexual”.

A pesquisa publicada na revista científica Science Reports.

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