PAICV diz que município do Porto Novo está abandonado há ano e meio

12/12/2017 07:10 - Modificado em 12/12/2017 07:10
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O sector do PAICV (oposição) no Porto Novo, alertou hoje para “o estado de abandono” em que se encontra este concelho, cuja população, segundo disse, passa actualmente por “uma situação social extremamente difícil”.

A primeira secretária do PAICV no Porto Novo, Elisa Pinheiro, que falava em conferência de imprensa, considerou que “há cerca de um ano e meio Porto Novo está parado e completamente desgovernado”, acusando o executivo camarário de “desleixo” e de ter “abandonado as populações à sua própria sorte”, neste ano de seca.

A falta de emprego no interior do concelho “demonstra claramente o estado de abandono das populações e o tamanho da insensibilidade do Governo e da câmara municipal”, sublinhou a líder local do PAICV, que alertou para a “situação preocupante” por que passam dos agricultores e criadores de gado.

Segundo Elisa Pinheiro, “o MpD (poder) talvez não saiba que o Porto Novo atravessa “uma situação socio-económica muito preocupante”.

“E quem nos têm dito isto são os próprios agricultores e criadores de gado a braços com a falta de água e pasto para salvar os seus animais”, notou a primeira secretária do PAICV, exortando as “entidades competentes” a implementar “de uma vez por todas” as acções concretas relativas ao salvamento do gado, mobilização de água à abertura de frentes de trabalho.

Quanto ao facto de o MpD, partido que sustenta a câmara, ter-se congratulado com a avaliação feita ao elenco camarário nas recentes sondagens, a líder local do PAICV desafiou o coordenador do partido no poder a dizer em que “partes das sondagens se pode encontrar a referência específica” sobre Porto Novo.

“As três câmaras de Santo Antão foram avaliadas globalmente, com uma classificação de cerca de cinco pontos, numa escala de zero a dez”, explicou Elisa Pinheiro, para quem “se atender que Ribeira Grande teve sempre uma avaliação entre 07 e 08 pontos, facilmente se conclui que a Câmara Municipal do Porto Novo e o seu presidente estão abaixo dos quatro pontos”.

Essa “avaliação negativa não surpreende”, no entender da responsável do PAICV, já que “há quase um ano e meio que Porto Novo está parado”, com o desemprego a aumentar, com as populações abandonadas e a passarem por penúria de água, frisou.

Elisa Pinheiro referiu-se ainda ao “desespero” de algumas famílias que já começaram a abandonar as suas localidades rumo à cidade do Porto Novo, à procura  de “uma nova alternativa de vida”, notou.

Inforpress

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