HPG: Ex-funcionário acusa direcção de despedimento ilegal e arbitrário

4/12/2017 07:26 - Modificado em 4/12/2017 07:26
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Ex-funcionário do Hotel Porto Grande do Mindelo acusa a direcção do hotel “de agir de forma arbitrária e injusta no despedimentos de seis funcionários que aconteceu no mês de Novembro. “

Este funcionário, que durante quase onze anos ocupou o posto de segurança no hotel, diz que foi demitido na sequência da resistência que fez ao tipo de trabalho a que estava submetido, sem aviso prévio, sem oportunidade de defesa, sem quaisquer processos, portanto, à margem da lei.

Emerson Pina trabalha há anos na área da segurança do HPG e conta que desde o início deste ano, depois de ter sido acusado pela nova direcção de roubo a clientes, sem provas, foi transferido para o espaço Kalimba, na praia da Laginha, até ser despedido em finais de Novembro, com a alegação de que não ajudava os colegas no serviço.

Na sua experiência profissional, passou por algumas ondas de cortes, estando agora, envolvido com mais cinco elementos. Despedimento, conforme assegura, devido à posição da direcção do hotel que causou problemas aos visados, que agora se encontram desempregados, por terem feito frente à forma como são tratados pela instituição empregadora.

O mal-estar, diz, começou muito antes das demissões. “Fui chamado à sala de Recursos Humanos para ser informado que os meus serviços não eram mais de utilidade para o hotel em virtude, supostamente, da queixa de outro funcionário do Bar Kalimba por alegadamente não ajudar em nada no local de trabalho”.

Em Janeiro de 2018 completaria onze anos ao serviço do hotel, diz que não está resignado pela demissão em si, mas pela forma como ele e os seus colegas foram tratados pela nova direcção. E por terem veementemente demonstrado o próprio desagrado por este facto e não terem gostado, optaram pela demissão. “Foi visível e risível o desconforto, verdadeira saia justa. Fui demitido de forma deselegante e injusta”, conta.

No seu contrato está estipulado, segundo diz, trabalho na área de segurança, mas no momento em que se concretizou a transferência para o Bar Kalimba, transformou-se num faz tudo no local, isto com o intuito de fazer com que se demitisse, além das sucessivas mudanças no horário de trabalho a que era submetido diariamente.

Diz que não vendo a forma de aquilo terminar, procurou a Direcção do Trabalho expondo o problema para que a situação se normalizasse e pudesse fazer o seu serviço de forma natural. Esta contactou a direcção do hotel mas, mesmo assim, as coisas não mudaram muito. E não foi apenas uma vez que entrou em contacto com a entidade trabalhista.

Entretanto, antes de chegar a esta via, tentou falar com a nova directora, Virna Ramos, mas esta simplesmente se recusou a recebê-lo e a direcção de recursos humanos praticamente não funcionava, só há pouco é que começou a funcionar.

Afirma que até ter recebido a carta de despedimento, sofreu muita perseguição no local de trabalho. Tentavam de tudo para que se despedisse, mas negava-se a ceder. E isso criava um clima tenso no local de trabalho, isso porque a entidade empregadora, apesar de conhecer todos os direitos dos trabalhadores, violava-os. “Fizeram várias tentativas de sobrecarga de funções de forma a levar-me a pedir as demissões. Queriam que fizesse um acordo para que recebesse apenas 120 contos pelos meus anos de trabalho, o que não aceitei”, conclui.

Não foi possível entrar em contacto com a direcção, porque fomos informados que a directora se encontra fora da ilha por motivos profissionais. Logo que possível traremos a reacção da direcção Hotel.

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