Grupos de Carnaval de São Vicente contactam fabricante de instrumentos musicais

1/12/2017 10:48 - Modificado em 1/12/2017 10:54
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Desta vez, o objectivo dos grupos foi uma empresa fabricante e fornecedora de instrumentos musicais no Brasil. A comitiva do Carnaval do Mindelo encontra-se no Rio de Janeiro (Brasil), para um intercâmbio de 10 dias, desde do dia 24 de Novembro.

Os dez elementos dos grupos carnavalescos do Monte Sossego, Vindos do Oriente, Cruzeiros do Norte, Flores do Mindelo e Samba Tropical, e demais integrantes da caravana, econtra-se no Rio num intercambio entre as duas cidades. A missão, que acontece no seguimento do workshop Carnaval de Verão 2017 promovido pela Câmara de S. Vicente e o artista Dudú Nobre,

De acordo com os representantes dos cinco grupos carnavalescos da ilha que se encontram no Rio de Janeiro, hoje foi aberto um “canal de comunicação” com uma empresa brasileira fabricante e distribuidora de instrumentos musicais e estabeleceu-se uma plataforma que poderá, no futuro, ajudar a resolver problemas que o Carnaval do Mindelo vem enfrentando nesta matéria.

Trata-se, segundo Dudu Nobre, que proporcionou o encontro, da “maior empresa” fabricante e fornecedora de instrumentos musicais do Brasil, a “mais séria” e de “maior qualidade”.

Por seu lado, António Duarte (Patcha), porta-voz do grupo, disse à Inforpress que o encontro correu “muito bem” por haver uma “garantia de qualidade” dos instrumentos que possivelmente poderão vir a ser fornecidos.

“Neste momento, todos os grupos efectuaram um primeiro contacto e deixaram uma relação de todos os materiais que precisam. A empresa ficou de enviar o orçamento entre quinta e sexta-feira, para podermos decidir e ver a possibilidade de ainda levarmos algum material connosco”, precisou a mesma fonte.

No entanto, António Duarte chama a atenção para o facto das necessidades dos grupos se prenderem sobretudo com peças de reposição para os seus instrumentos, uma vez que os que investem na sua própria bateria, e não são todos, concretizou, precisam mais de material de reposição do que de instrumentos em si.

Material de reposição, segundo a mesma fonte, é a pele para instrumentos como caixas, surdos, repiques, tamborins e macetes.

Na reunião foi ainda identificado o transporte Brasil – Cabo Verde como “a grande dificuldade” do futuro. Se se vier a falar, ajuntou, em grandes quantidades de instrumentos ou material de reposição, estes terão de ser viabilizados por via marítima, o que é uma “grande dificuldade” ou por via aérea, desde que sejam “quantidades razoáveis”.

“Desejamos trabalhar de uma forma mais profissional, sem estar a pedir favores a este ou aquele amigo, mas tratar o assunto directamente com o fornecedor que consegue preços mais convidativos, como é o caso da empresa com quem conversámos, que é fabricante, o que facilita no preço de compra”, concretizou António Duarte.

Quanto ao preço dos instrumentos apresentados pelo fornecedor no encontro, o porta-voz disse que é “muito atractivo” e “bastante competitivo”, se comparado com aquele a que os grupos estão habituados a comprar via contactos directos com pessoas próximas ou amigas no estrangeiro, que adquirem as peles em Fortaleza ou Recife e transportam-nas como bagagem.

O intercâmbio dos grupos de Carnaval do Mindelo no Brasil entra hoje no seu quinto dos dez dias previstos, e o programa reserva uma visita à Cidade do Samba, para que a caravana tome contacto com os estaleiros de construção de carros alegóricos e outras alegorias, barracões na expressão utilizada no Brasil, das Escolas de Samba Unidos da Tijuca, Beija-flor e Portela.

Fonte: Inforpress

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