Assad anuncia um cessar-fogo temporário mas avisa que retaliará se for atacado

26/10/2012 03:08 - Modificado em 26/10/2012 03:08
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O exército sírio inicia esta sexta-feira um período de cessar-fogo que estará em vigor durante a celebração da Festa do Sacrifício (Id al-Adha), uma das mais importantes datas do islão.

 

A proposta de cessar-fogo durante esta celebração foi feita pelo enviado das Nações Unidas para a Síria, Lakhdar Brahimi, que obteve um compromisso idêntico da oposição armada que tenta derrubar o regime do Presidente Bashar al-Assad.

 

Porém, e uma vez que há grupos opositores que agem de forma independente do comando central do Exército Livre da Síria, Brahimi acautelou que “a maior” parte da oposição aceitou que as armas se calassem por uns dias.

 

A Frente al-Nosra, um grupo islamista que já realizou vários atentados contra o regime, disse que não cumprirá a trégua. Em Abril deste ano foi proclamada uma trégua, negociada pelo antecessor de Brahimi, Koffi Annan, que durou apenas um par de horas.

 

No comunicado lido na televisão síria, o Governo de Assad também salvaguardou que, em caso de ataque – às tropas ou a bens públicos e privados -, responderá. O comunicado dizia também que o cessar-fogo seria quebrado caso os terroristas (a forma como Damasco se refere à oposição armada) aproveitem a trégua para se reposicionar no terreno ou reabastecer-se de munições.

 

O Id al-Adha celebra a submissão total de Ibrahim à vontade de Deus e, através da sua pessoa, a obediência de todos os crentes, ao aceitar sacrificar o seu único filho a pedido deste. No derradeiro momento, Deus mandou-o poupar o filho e sacrificar um carneiro. A celebração começa amanhã e termina no encerramento da peregrinação a Meca (que começa sábado e dura cinco dias).

 

 

 

publico.pt

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