A perspectiva do aumento dos preços dos produtos  preocupa 

30/11/2017 06:01 - Modificado em 30/11/2017 06:01
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Com o anúncio do não aumento salarial por parte do Governo e com as perspectivas de um mau ano agrícola, às quais se junta ainda um não entendimento entre o Governo e a oposição nalgumas questões, a preocupação das pessoas, nestes tempos, volta-se para a questão da subida do preço dos produtos. O último desentendimento entre o Governo e a oposição foi a questão da aprovação do Orçamento de Estado, em que as perspectivas dos dois lados divergiam.

A questão da inflação no preço dos produtos em épocas de seca tem sido “normal”, mas não deixa de preocupar as pessoas. O sentimento do não aumento salarial e da inflação preocupa as pessoas abordadas pelo NN. Sobre as medidas apontadas pelo Governo, o sentimento não muda, no sentido que a situação vai ser difícil.

“Sabemos que é sempre assim, basta não chover para ter problemas”, confirma Elton Fortes, que acrescenta que em São Vicente é sempre mais difícil “já que produz pouco”. É um cenário costumeiro para tempos de crise. Lidiane Brito partilha também a mesma opinião. “É sempre assim”. E acrescenta que é normal porque vai haver poucos produtos no mercado e vai ser normal. Apesar da normalidade, os tempos são sempre difíceis. “Falta de trabalho, pouco dinheiro… claro que a vida fica cada vez mais difícil”, sublinha Kevin Silva.

Neste momento, a situação continua na mesma o que as vendedeiras caracterizam de normal, como avançam algumas abordadas pelo NN. Mas “sabe-se” que a situação pode mudar; é uma certeza que muda.

O Ministro da Agricultura, Gilberto Silva, avançou na RCV que o plano de emergência vai a bom ritmo, com um “plano detalhado e territorializado”. O plano inclui negociações com empresas e aprovação de instrumentos que permitem concluir o mesmo. Neste particular, o Ministro demonstra a sua preocupação com a transparência do processo quando questionado sobre a burocracia na aprovação de resoluções e portarias que vai permitir passar cheques a favor das pessoas.

“É complexo, não podemos utilizar recursos públicos, muito menos recursos colocados à disposição de Cabo Verde pelos parceiros, sem garantir total transparência. Há tendência de colocar muita pressão num programa com 18 meses de execução. Quando submetemos ao Governo o plano de emergência para aprovação, estabelecemos dois meses para garantia total”.

 

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