ICCA na ilha do Sal preocupada com os direitos das crianças

29/11/2017 07:38 - Modificado em 29/11/2017 07:38
| Comentários fechados em ICCA na ilha do Sal preocupada com os direitos das crianças

O Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente, ICCA, na ilha do Sal, revela que atende por ano cerca de 500 casos de violação dos direitos da criança.

De acordo com a delegada desta instituição, este aumento de casos deve-se ao crescimento da ilha do Sal e à explosão demográfica a que vem assistindo, acolhendo pessoas de diferentes quadrantes do globo e do arquipélago, o que a torna numa região cosmopolita, com pessoas de cultura, crença e costumes díspares.

Por isso, mostra-se preocupada com a situação. “O ICCA na ilha do Sal atende de tudo um pouco no que diz respeito à violação dos direitos da criança, situação que preocupa, já que o número de casos atendidos, entre emergência infantil e serviço social, ronda os 500 casos por ano. Consideramos essa cifra elevada e não obstante os parcos recursos colocados à disposição, o ICCA não tem poupado esforços no sentido de desempenhar o seu papel na protecção dos direitos da criança”, frisou.

Neste contexto, considerando que o ICCA foi uma instituição “muito pertinente” criada em Cabo Verde, Queila Soares disse que no percurso dos seus 35 anos de existência completados no passado mês de Setembro, há necessidade de acompanhar esse desenvolvimento, munindo-o de recursos para que possa conseguir dar resposta às problemáticas.

“A violação dos direitos da criança é uma coisa muito triste e grave. E a criação do ICCA veio, de facto, ajudar a minimizar, a pôr cobro às mais diversas situações que se apresentam. É uma instituição muito respeitada, mas a falta de recursos humanos e financeiros acaba por condicionar a sua actuação, daí a necessidade de mais meios”, mencionou a responsável.

Queila Soares aponta ainda que outras inquietações se prendem com o aumento de situações de comportamento de risco como menores envolvidos no consumo de droga, álcool… e o abandono escolar.

Perante o cenário, a responsável da infância na ilha defende a necessidade de se apostar na criação de equipamentos para dar resposta a situações de emergência, maus-tratos, negligência mais agravada que necessitam de uma intervenção mais complexa, evitando assim “manobras e alternativas” junto das famílias de acolhimento.

“Os desafios são muitos devido a esse crescimento da ilha, daí a necessidade de uma maior intervenção”, disse Queila Soares apelando mais uma vez à comunidade no sentido de ser mais interventiva, reforçar o seu papel, fazendo denúncias de situações de violação dos direitos das crianças, com vista a uma sociedade mais tranquila e saudável.

Fonte: Inforpress

Os comentários estão fechados.

Publicidades
© 2012 - 2018: Notícias do Norte | Todos os direitos reservados.