Julgamento : Irmão acusa irmão de tentativa de homicídio

29/11/2017 07:33 - Modificado em 29/11/2017 07:35

Dois irmãos apresentaram-se, esta terça-feira, no Tribunal de São Vicente. O mais velho como arguido e o mais novo como ofendido num processo de acusação de crime contra a integridade física, com diversas pauladas que acabou por levar o mais novo ao hospital, onde recebeu 43 pontos, dos quais trinta e sete na cabeça e os restantes no braço esquerdo utilizado para se defender dos golpes.

O julgamento realizou-se no Segundo Juízo pelo crime imputado ao arguido Nilton Monteiro “Toton”, devido a um desentendimento e discussões entre os dois que se arrastavam há muito tempo.

Durante o interrogatório “Toton”, como é conhecido o agressor, nega ter agredido o irmão à paulada enquanto este dormia. É que segundo os factos apresentados pelo Tribunal, o acusado aproveitou-se enquanto o irmão estava a dormir para lhe desferir diversos golpes na cabeça, que o levaram ao hospital, tendo sido socorrido pela mãe de ambos, que evitou que a tragédia fosse maior.

Entretanto, “Toton” assegura que agiu em legítima defesa, isto porque sempre se desentenderam e o irmão passava a vida a fazer-lhe ameaças de morte e, nesse dia, ao entrar em casa onde vivem com a mãe já idosa, o ofendido ameaçou-o mais uma vez e, ao tentar agredi-lo com uma chave de fendas, desferiu-lhe vários golpes, sendo o primeiro num dos braços e os outros sucessivamente. Garantiu que apenas se defendeu porque se viu na eminência de ser agredido dentro de casa.

Chamado a testemunhar, o ofendido Adilson Lima reafirma a acusação, alegando que depois de chegar a casa, no regresso de um passeio com amigos, deitou-se no sofá e acabou por acordar no hospital, cheio de sangue, com a cabeça e os braços a doerem-lhe devido aos golpes. Diz que não consegue ouvir bem de um ouvido, fala com dificuldade, o que foi provado durante o interrogatório, onde mostrava uma certa dificuldade em falar e sente muitas dores de cabeça e poderia ter morrido.

A mãe dos irmãos, apesar de não estar no rolo das testemunhas e por se encontrar no local, foi chamada a testemunhar para tentar situar os acontecimentos. A mesma conta que não viu como os factos ocorreram porque quando começou o incidente estava fora de casa e, ao entrar, deparou-se com o filho mais velho a atacar o outro e, para evitar uma tragédia maior, afastou-os e socorreu o filho que estava em péssimo estado.

Depois do ocorrido, o arguido saiu da casa da mãe, onde viviam os três.

Depois de ouvir todos os lados do processo, o representante do Ministério Público afirmou que se houvesse alguma dúvida sobre o incidente, esta foi dissipada durante a audiência de julgamento. Por seu lado, a defesa acredita que não resultaram provadas as circunstâncias do sucedido, criando-se uma certa dúvida e, na dúvida, deve prevalecer o princípio de “in dúbio pró réu”, ou seja, na dúvida decide-se a favor do réu.

A leitura da sentença ficou agendada para o dia 04 de Dezembro.

 

 

 

  1. Anselmo

    obs: em processo crime diz-se role de testemunhas(# rolo)

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