Partido Popular propõe aumento salarial de 1,5 por cento

27/11/2017 03:03 - Modificado em 27/11/2017 03:08
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O Partido Popular de Cabo Verde (PP) propôs  um aumento salarial de 1,5 por cento (%), uma vez que as medidas para fazer face ao mau ano agrícola complementadas no Orçamento do Estado (OE) para 2018 “não abrangem os trabalhadores”.

A proposta foi defendida pelo vice-presidente do Partido Popular, Felisberto Vaz Semedo, hoje na Cidade da Praia, no final da reunião quinzenal da direcção nacional do PP, onde estiveram sobre a mesa temas da actualidade política nacional e internacional.

O responsável, que se mostrou preocupado com a proposta do Orçamento do Estado (OE) para 2018, que será debatido esta segunda-feira, 27, disse que as consequências do mau ano agrícola terão efeito não só apenas nos criadores de gado e agricultores como também no bolso de todos os cabo-verdianos uma vez que os preços dos produtos vão disparar.

“Aproveitamos esta ocasião, para apelarmos aos deputados e membros do Governo no sentido de terem bom senso e darem uma maior atenção a está questão que irá afectar muitas pessoas”, disse

Adiantou que durante o encontro tiveram também a oportunidade de analisar a questão da segurança a nível nacional, que no seu entender vai “de mal a pior”, uma vez que os turistas e cabo-verdianos continuam a ser assaltados nos diversos bairros e zonas da capital e “contribuiu” também para a queda de Cabo Verde no Índice Mo Ibrahim da Governação Africana.

No seu ponto de vista, o Governo devia apostar mais fortemente na segurança não só para o bem-estar de todos os cabo-verdianos, mas também para o desenvolvimento do turismo.

“No que diz respeito à instalação de vídeo vigilâncias no âmbito do projecto Cidade Segura, podemos constatar que estão a ser colocadas nas principais vias e avenidas da capital onde há uma maior circulação de polícias, enquanto que as zonas assombradas continuam na mesma”, reconheceu.

No caso da “má gestão” dos recursos financeiros e “irregularidades” constatadas na empresa Águas de Santiago (AdS), Felisberto Vaz Semedo considerou o caso de “escandaloso”, e manifestou a sua preocupação no sentido deste caso ter efeito nas facturas dos clientes, uma vez que o prejuízo ronda os 40 mil contos.

Quanto à atribuição de um lote de terreno de 28 mil metros quadrados à empresa de audiovisuais Green Studio, que “produziu toda campanha de comunicação do MpD nas campanhas eleitorais de 2016”, o vice-presidente afirmou que se trata de um gesto de “nepotismo”, “favorecimento” e troca de favor uma vez que nunca houve concurso público.

Durante a reunião quinzenal da direcção nacional do PP, foram analisados ainda questões relacionadas com a independência, a objectividade e pluralismo na comunicação social, situação do Novo Banco e do Fundo do Ambiente.

 

Inforpress

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