Dois jovens acusados da prática de roubo na Escola de Chã de Cemitério  

24/11/2017 07:27 - Modificado em 24/11/2017 07:27
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São dois os jovens, um de 16 e outro de 18 anos, estando este último a cumprir pena na Cadeia Central da Ribeirinha pela prática de outros crimes, que foram apresentados esta quinta-feira perante o Juiz do Segundo Juízo Crime do Tribunal de São Vicente. Os dois arguidos negam os factos de que são acusados.

Acusados do crime de prática de roubo de um computador de mesa completo, um rádio e alguns géneros alimentícios na Escola de Chã de Cemitério, durante o interrogatório judicial ambos ativeram-se a uma versão dos factos, apesar de se contradizerem nalguns pontos.

De acordo com os factos apresentados pelo Tribunal, em Julho de 2016, os dois indivíduos terão, supostamente, quebrado uma telha no Pólo nº 10 de São Vicente e entrado na secretaria da escola onde, posteriormente, levaram consigo os objectos citados.

Odair Maocha, o mais jovem dos dois, relatou que os objectos de que são acusados de roubo, não foram roubados, mas sim encontrados dentro da antiga Fábrica Favorita. É que segundo contam, no dia do sucedido, estavam de passagem em frente da escola e entraram na antiga fábrica e, durante um jogo entre eles, deram de caras com os artigos escondidos e, como achado não é roubado, ao saírem levara-nos com eles e não sabiam que tinham sido roubados. Isso por volta das três da tarde.

Até aqui a história dos dois bate mas começa a divergir no ponto em que um afirma que entregaram os objectos a um tal de “mata gôt”, acusado do crime de receptação e este vendeu-os por 6 mil escudos e dividiram o dinheiro de igual para igual, e o outro assegura que não sabe o que aconteceu aos equipamentos, mas garante que não recebeu nenhum dinheiro desta troca comercial.

Chamado a depor, Jailson Silva ou “mata gôt”, diz que não comprou os artigos e nem os intermediou, porque estes foram adquiridos por outra pessoa que estava na sua oficina, que se chamava Jailson Sousa. Ou seja, uma quarta pessoa neste “negócio”, que acabou levando os quatro à barra do Tribunal.

O segundo Jailson, no entanto, confessa que comprou o computador e o rádio, mas não sabia que fossem roubados. Pagou seis mil escudos pelo computador e dois pelo rádio e ambos estavam em bom estado de funcionamento.

Chamada a testemunhar, uma professora da escola não reconheceu os dois arguidos e conta que só deram conta do ocorrido quando o acto já tinha sido concretizado. Mas que não é a primeira vez que a escola é vandalizado.

A leitura da sentença está marcada para o dia 30 de Novembro.

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