PAICV propõe  medidas face  ao  mau ano agrícola

24/11/2017 07:22 - Modificado em 24/11/2017 07:22
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 O PAICV entregou hoje à presidência da Assembleia Nacional, Austelino Correia, uma proposta de resolução com medidas para fazer face ao mau ano agrícola, afirmando que não se pode ficar apenas pelo plano de emergência.

Para o PAICV o governo falhou completamente em antecipar as medidas para o mau ano agrícola. “Isto é demonstração de uma insensibilidade terrível por parte dos governantes”. E acredita que os deputados do MpD vão tomar palavra no debate sobre o tema no parlamento. E ainda que o MPD vai votar a favor sobre esta resolução no “sentido de defenderem as classes mais afetadas pela seca. Ainda a propósito da proposta da resolução, está convencido de que os eleitos do MpD vão votá-la com o PAICV no sentido de todos defender a classe daqueles que mais sofrem com os maus anos agrícolas.

“O Governo, nas suas orientações teóricas, em termos de orçamento, dá uma grande atenção ao sector privado, subsidiando-o em mais de cinco milhões de contos, mas quando falamos em socorrer as pessoas, dizem que isto é assistencialismo”, como afirma Manuel Veiga, deputado do PAICV.

Segundo o partido a proposta entregue procura definir uma política nacional de combate à seca. “É necessário ter em devida conta um quadro legal que permita ao Governo enquadrar as ações imediatas a serem tomadas”, alertando para a necessidade de um sistema de alerta.

Como explica Veiga se não chover a partir de 20 Setembro o ano agrícola fica comprometido. “Daí que a partir desta data o Governo deveria, dentro do quadro orçamental do ano em curso, deveria reorientar os recursos dos diferentes ministérios para fazer face à problemática da seca e tentar socorrer imediatamente o mundo rural”.

O PAICV propõe que as rações dos animais sejam distribuídas de forma gratuita. E ainda uma ação direta na gestão das aguas nas barragens, como a disponibilização de recurso para a instalação de sistema de adubação e rega. “É necessário também um fundo, que estipulamos em cerca de 150 mil contos, destinado às mulheres chefes de família, para poderem desenvolver as suas ações”.

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