Volume de negócio de bebidas alcoólicas aumenta em Cabo Verde

24/11/2017 01:26 - Modificado em 24/11/2017 01:26

O volume de negócios das empresas produtoras de bebidas alcoólicas em Cabo Verde aumentou de 8,9% em 2015, conforme um estudo sobre o consumo do álcool apresentado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo o estudo feito com base nos dados do III Inquérito às Despesas e Receitas Familiares (IDRF) de 2015 e nos dados provenientes do comércio externo, transportes e mortalidade de 2014, em 2014 as empresas aumentaram o volume de negócios de 3,7 para 4,0 milhões de contos.

Os dados mostram ainda que a nível da importação de bebidas alcoólicas houve um aumento de 20,9%, tendo a quantidade importada passado de 14.785 toneladas em 2015 para 17.886 toneladas em 2016, o que denota um aumento considerável da bebida importada.

Esse estudo que exclui os 61,35% de cabo-verdianos que declararam não fazerem despesas com o álcool, veio a confirmar aquilo que já era do conhecimento público, isto é, que os cabo-verdianos gastam mais em bebidas alcoólicas do que na educação e na saúde.

Cada um dos 38,7% dos cabo-verdianos com despesa em bebidas alcoólicas consome em média 20,16 litros de bebidas alcoólicas e a despesa média anual por pessoa é de 7.859 escudos, sendo esse gasto maior no sexo masculino (9.393 escudos), ficando as mulheres pelos 6.421 escudos.

Boa Vista é a ilha com maior consumo em termos de quantidade média (38,63 litros por pessoa e a média de despesa anual a situar-se nos 14.978 escudos), seguida de São Nicolau com a média de 24,95 litros e o Maio com 24,12 litros.

No que se refere às consequências, o estudo aponta que só em 2015 foram registados 63 óbitos por alcoolismo, sendo 57 homens e 6 mulheres. O consumo do álcool é apontado também como uma das causas de acidentes com perdas humanas e materiais avultadas.

Actualmente está em curso uma campanha contra o uso abusivo do álcool tendo como lema “menos álcool, mais vida”. Uma iniciativa que conta com o alto patrocínio da Presidência da República com o objectivo de combater aquilo que já é considerado um problema de saúde pública em Cabo Verde.

Fonte: Inforpress

 

  1. Carlos Silva - Ralão

    Infelizmente as condições para prática desportiva, material desportivo disponibilizado, quadras para treinamento, alimentação para atletas, ginásio, etc… não acompanham essa tendência do aumento do consumo de alcool, pior é a quantidade de menores que são bloqueados pelos pais e encarregados de educação para prática desportiva, alegando que não tiram boas notas na escola, mas são liberados aos finais de semana para estarem em eventos e locais de adultos e regados de bebidas alcoolicas!!!!

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