RC – Uma filosofia que eleva e conforta a alma humana

23/11/2017 01:01 - Modificado em 23/11/2017 01:01
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O Racionalismo Cristão é uma filosofia que lança luzes, em particular, acerca do que seja a atmosfera fluídica da Terra, com seus conteúdos positivos e negativos para a saúde física e mental, para a paz de espírito e para a ampla prosperidade das pessoas, nos negócios, nos estudos, noutros ramos da atividade humana.

Assim avisou Luiz de Mattos, esse grande amigo da humanidade…

A existência do Universo tem por base radical a existência da Força Universal e da Matéria Universal, ambas indestrutíveis. De uma não se pode tirar a outra, mas a sua relação é dinâmica, partindo da Força a ação consciente e permanente sobre a Matéria (passiva e amoldável).

Os tipos de matéria mais diáfanos do que a matéria física recebem, no Racionalismo Cristão, a denominação de matéria fluídica. É a Força que transforma a matéria fluídica em matéria organizada para determinados fins.

Além da matéria do corpo humano, algo de mais nobre, de mais real existe, mas não sendo visível aos olhos materiais, os doutos, os cientistas oficiais não têm querido investigar esse “algo mais nobre”, porque, após a obtenção do seu pergaminho, apoderam-se deles a vaidade, o orgulho, os preconceitos e o desejo do mando, que é a maior desgraça que para eles pode advir, pois, basta não terem a razão esclarecida para se tornarem vítimas das forças espirituais perturbadas, quedadas temporalmente na atmosfera fluídica deste planeta, e assim não possam mais ver claro, caminhar com segurança nesta vida de torturas, de sofrimentos constantes. Tais forças espirituais são designadas no Racionalismo Cristão por “forças do astral inferior”.

Na verdade, nós, seres espirituais temporalmente encarnados neste mundo escola, estamos ligados, por numerosos fios condutores, a todos os seres inteligentes, corpóreos e incorpóreos, recebendo constantemente descargas fluídicas e impressões, venham elas de forças espirituais encarnadas ou desencarnadas, quer as forças do astral inferior, quer as já alojadas além dela, em mundos de estágio espiritual, cada uma na classe espiritual a que de fato pertence.

Por força-ação das leis eternas do Universo, é o ser humano atraído de tal forma para essas forças invisíveis, que elas em certos casos se impõem, determinam, dirigem e subjugam, e dessa atração resulta a felicidade ou infelicidade, o sofrimento ou o bem-estar, do ser humano.

Na aplicação da lei de atração, tanto ao mundo visível como ao mundo invisível, reside todo o segredo do êxito e, sem o seu conhecimento e prática racional e científica, não poderá o homem fortificar-se e tornar-se apto para a luta que tem obrigação de sustentar e vencer durante a sua peregrinação neste mundo de torturas.

Essa lei pratica-se com os pensamentos acionados pela vontade, força motriz, causa de todos os bens e de todos os males, de felicidade ou de infelicidade, que se produz na vida física ou mental de cada ser.

Todos conhecem o percurso e o poder das ondas sonoras, que produzem efeitos nos ouvidos mesmo de pessoas absorvidas em outros cuidados, mas ainda são poucas as pessoas convictas de que uma corrente de pensamentos bons ou maus poderá irradiar sobre elas, sem que se dêem conta disso, acarretando-lhes efeitos nocivos ou benéficos.

Um homem que pense energicamente em coisas elevadas, emitirá vibrações que levantarão o pensamento dos outros, os que o rodeiam, ao mesmo nível.

A irradiação de pensamentos materializados ao serviço de vontades fracas e mal educadas só tem produzido e continua a produzir desequilibrados psíquicos por toda a parte, ruína de lares, de comerciantes, e até morte de muitas crianças e adultos.                                                                                                                

E isto porquê? Porque quem impera e domina no mundo são as forças do astral inferior, porque até hoje o homem, salvo honrosas exceções,  não tem querido atrair as Forças Superiores pelos seus bons pensamentos, pelo seu bom porte moral. Designamos por Forças Superiores, ou Espíritos Superiores, aquelas parcelas-Força que atingiram o grau máximo de evolução, no seu processo evolutivo em forma animal.

 

Sendo certo que ‘matéria (organizada) atrai matéria (organizada)’ e ‘luz imaterial (parcelada) atrai luz imaterial (parcelada)’, e sabendo nós que os dirigentes da humanidade a têm iludido, conservado na ignorância e ensinado a adorar um deus materializado, não podia a humanidade ter senão uma vontade e pensamentos também materializados.

 

Com tal vontade e pensamentos não era possível aos seres humanos irradiar pensamentos de pureza, ao mundo moral, ficando os seus pensamentos retidos na atmosfera fluídica deste mundo físico.

 

Assim, sendo material esse nosso planeta e material sua atmosfera fluídica, em contato constante tem estado a humanidade com as forças espirituais que, por ignorância do seu “Eu”, se acham entre nós, nesta atmosfera fluídica, que só males produzem e que são a causa efetivadora não só da anormalidade mental, como das enfermidades várias que a medicina terrena ainda não pode curar.

 

São essas forças do astral inferior, ocultas aos olhos físicos, que fazem do homem manequim, e o desgraçam, porque ele, em vez de se conhecer, de se preparar para dominá-las, não o faz, entregando-se aos vícios, aos gozos da matéria, pouco se importando com essas desgraças que flagelam a humanidade por toda a parte, enchendo os manicómios e assoberbando os próprios governos.

 

Em virtude da lei da atração, as forças do astral inferior se vão ligando aos seres encarnados, a ponto de os dominar por completo, quando fracos, viciados ou perversos, por afinidade de sentimentos.

 

Porém, não é da noite para o dia que tal domínio se verifica, e sim com a ligação mental, por vezes de muitos anos, conforme a força espiritual, a vontade forte ou fraca do encarnado.

 

É assim que se opera o domínio do invisível sobre os seres e é assim que se verificam as muitas fobias, desde a histeria, a neurastenia, a hipocondria até a loucura furiosa, à obsessão.

 

Essa influência se manifesta desde as coisas mais pequenas às maiores, em todos os atos da vida, quer públicos, quer particulares, e se faz sentir nos que riem por tudo e a propósito de tudo, nos que por tudo se enraivecem, nos que por tudo choram, nos que se deixam levar pelos vícios, como o da embriaguez e outros, desde os mais inocentes aos mais torpes, nos que não saem da Igreja, ou de casa, nos que de tudo e de todos têm nojo, raiva ou maldizem; em todos, enfim, que não são valorosos, ponderados, moderados e justiceiros nos atos da sua vida.

 

Trata-se de seres influenciados pelas forças do astral inferior e, se não chegam ao estado de anormalidade mental, é por vezes pela sua forte espiritualidade e pela educação da sua vontade.

 

Quando tiverdes certeza absoluta de que as forças do astral inferior são as que dominam nos exemplos supra referidos, seguramente procurareis saber como lidar com essas forças e procurareis educar os filhos na boa disciplina férrea, rigorosa, como os antigos, e assim entrarão no convívio dos seus semelhantes sabendo disciplinar a vontade e acionar a lei da atração, com o que formarão a sociedade que se poderá dizer relativamente perfeita.

 

Das enfermidades humanas, a mais terrível, a que mais danos causa às sociedades, às nações, é o estado de anormalidade mental, que transforma mesmo os eruditos, os potentados, os que mais julgam saber e poder, em seres imbecis, ridículos, desenvolvendo-lhes os instintos do mal, a animalidade, a ponto de os nivelar com os irracionaIs, desde que dêem causa à atração das aludidas forças espirituais malignas.

 

Diante da abundância de casos de pessoas mentalmente anormalizadas, houve necessidade de ensinar a humanidade a reverter a situação, o que se consegue em mais ou menos tempo colocando o enfermo dentro de forte corrente fluídica, embora haja casos em que essa reversão é problemática (caso de seres rancorosos e vingativos).

 

Assim colocado e estabelecido, pelo pensamento das pessoas que o rodeiam, o íman de atração aos mundos adiantados, aos espíritos puros ou de relativa pureza, principia o afastamento das forças do astral inferior que o dominam; isto leva mais ou menos tempo, conforme o domínio psíquico (obsessão) e o estado do espírito dominado (obsedado).

 

Sendo certo que não há efeito sem causa, é claro que a causa de um mal só pode ser outro mal e assim no ser humano a causa da anormalidade mental é um vício de educação, uma vontade fraca e indolente pela ignorância das coisas sérias da vida e pela falta de moral. É preciso que essa causa desapareça para que o paciente aprenda a não atrair outras  forças espirituais malignas, e novas cargas fluídicas que lhe danifiquem o organismo.

 

A lei do dever impõe ao ser humano, como obrigação moral, o sacrifício mais ou menos completo do instinto egoísta, e só assim achará o ser humano o caminho para chegar à honestidade mental e material, à virtude, zelando pela sua honra, respeitando o direito dos outros, para que os seus sejam respeitados e protegidos com o manto da justiça e sinta horror e desprezo pelo vício e por todas as mazelas morais, que tanto se acham implantadas no seio da natureza humana.

 

Para ser moralmente livre, para ser mais do que um animal inferior, o homem deve poder resistir aos impulsos do instinto, e não alcançará este objetivo senão com o costume de se dominar a si próprio.

 

Não há povo que deixe de comover-se até às lágrimas e de manifestar a sua maior admiração e entusiasmo pelas ações nobres e altruístas, por certos atos de abnegação em que a virtude e a honestidade imprimem o seu característico.

 

Quando o ser se sabe colocar em condições mentais propícias, atrai para si as Forças Superiores que o auxiliam em todos os seus movimentos e desejos legítimos e, aqueles que descuram de seu aperfeiçoamento, atraem as forças espirituais nocivas ou indesejáveis.

 

Usando bem a sua vontade própria, o espírito encarnado toma as rédeas do seu pensamento, que ele irradiará positivamente, e assim atrairá para o seu espírito, para o seu corpo fluídico (subconsciente) e para o seu corpo físico somente elementos e influências benéficos e, através dele, outros seres serão beneficiados.

 

Por estes e outros esclarecimentos proporcionados pelo Racionalismo Cristão, o ser humano fica mais ou menos ciente e consciente de que é o universo em miniatura, pois que contém em si os mesmos elementos que compõem o imenso Universo e, ainda, que na sua parcela-Força e no seu corpo fluídico ele contém as forças (suas armas, espirituais e anímicas) precisas para bem se conduzir no mundo físico, para aqui ser relativamente feliz.

 

Reparo: – Estas ponderações foram-me inspiradas pela leitura das Conferências de Luiz de Mattos (1915/1916).

 

 

 

 

Francisco da Cruz Évora

 

  1. Vicente de Cabo Verde, 21-11-2017

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