MpD: “PAICV quer colar o Governo a situações menos positivas para o país”

23/11/2017 01:01 - Modificado em 23/11/2017 01:01
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Carlos Monteiro, Secretário-geral Adjunto do MpD, numa reacção à descida do país no Índice Mo Ibraim de Governação em África, corroborou a posição do actual governo, isto é, que o governo do PAICV tem grandes responsabilidades na deterioração da posição do índice do país. Um processo que se tem registado há já alguns anos e que culminou com a descida no ranking para os países em “sinal de alerta”.

“Há que trabalhar para melhorar este quadro, sendo, porém, que o panorama da degradação é ainda da responsabilidade da anterior governação”. E afirma estar estupefacto com as afirmações da líder da PAICV sobre o assunto.

“Ora, a Presidente do PAICV, eventualmente por causa da muita ansiedade em querer colar sempre o actual Governo a eventuais situações menos positivas para o país, demonstrou que na pressa, nem sequer se deu ao trabalho de ler o relatório e verificar que a avaliação que é feita é ao período da governação anterior”, afirma. E que os dados foram colectados em Dezembro de 2016, ficando distribuídos por quatro meses de governação do PAICV e oito meses de governação do MpD. “O relatório é relativo ao famoso “ano atípico” de 2016, como argumenta Carlos Monteiro.

“Contudo, convém salientar que é sempre lamentável qualquer avaliação que coloca o país menos bem do que estava, o que é factor de preocupação. Palavras aliás também da líder da oposição nas mesmas declarações, que bem podia por aí ter ficado, uma vez que certamente, a mesma, tem grandes responsabilidades pessoais na avaliação menos conseguida relativamente a 2016”, como defendeu Monteiro.

Para este líder partidário, a postura da oposição tem-se tornado na imagem da marca, “sempre a tentar, e a todo o custo, criar a percepção de um ambiente de perseguição e de corrupção no país. Por falta de outros argumentos, é o único recurso que tem usado”.

Apela à oposição e às suas lideranças no sentido de ponderação e de serenidade, abstendo-se de avaliações precipitadas e infundadas, mormente em questões que têm a ver com matérias que traduzem a confiança e a credibilidade externa do país, temas cujos desideratos devem merecer cuidados e amplos consensos nacionais, como conclui na sua comunicação.

 

 

 

 

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