UNTC-CS exige que o Governo envolva os sindicatos no processo de privatização  

23/11/2017 00:50 - Modificado em 23/11/2017 00:50
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UNTC-CS não descarta a possibilidade de partir para outras formas de luta caso a situação dos trabalhadores da TACV não seja resolvida muito em breve

A UNTC-CS mostra-se preocupada com a situação dos trabalhadores da TACV que por falta de informação por parte do Governo sobre o processo de despedimento, estão inseguros sobre o próprio futuro.

Declarações da Secretária-geral da União Nacional dos Trabalhadores de Cabo Verde – Central Sindical (UNTC-CS), Joaquina Almeida, durante uma conferência de imprensa promovida na Cidade da Praia para falar sobre as preocupações dos trabalhadores da Transportadora Aérea Cabo-verdiana (TACV), manifestadas num encontro realizado nesta terça-feira e que reuniu funcionários da empresa e a central sindical.

Joaquina Almeida manifestou-se solidária com os trabalhadores e assegurou que a UNTC-CS também está preocupada com a falta de informações sobre o dossiê TACV e exige que o Governo envolva os sindicatos no processo de privatização e de despedimentos em curso, de modo a garantir direitos, transparência, rigor, isenção e, acima de tudo, tranquilidade, uma vez que “os trabalhadores estão aflitos e angustiados com a falta de informação e a incerteza no seu futuro”.

Na ocasião, Joaquina Almeida assegurou que todos os sindicatos, nomeadamente CCSL, SITTHUR e UNTCS-CS estão engajados e juntos com os trabalhadores da TACV e já solicitaram um encontro com o Governo, mas até à data não receberam resposta, tendo sublinhado que a falta de comunicação e de diálogo “tornou o processo obscuro”.

“As preocupações dos funcionários têm a ver com a falta de informações, possibilidade de irem para o desemprego, incerteza do futuro da empresa, critérios de despedimentos, indemnizações e enquadramentos”, frisou Joaquina Almeida manifestando preocupação quanto aos despedimentos de funcionários e chefes de família que ajudaram a erguer a TACV.

A sindicalista manifestou também a sua preocupação face ao negócio empreendido com a Icelandair que, no seu entender, “está em secretismo” e sem nenhuma garantia de que o mesmo poderá continuar após o termo do contrato de aluguer em vigor.

Segundo a líder da UNTC-CS, o Governo aprovou o decreto-lei nº45/2017 que estipula as condições de privatização da TACV mediante venda directa do capital social e delegou à unidade de acompanhamento do sector empresarial do Estado a tarefa de alienação da companhia de bandeira nacional, medida essa, que no seu entender, deixou o destino dos trabalhadores nas mãos de uma entidade estatal sem envolvimento dos sindicatos.

Entretanto, garantiu que a UNTC-CS está e sempre estará com os trabalhadores da Transportadora Aérea Cabo-verdiana, que para além de angustiados “já dão também sinais de cansaço”, que se agravam ainda mais com a falta de informações por parte do Governo.

Por isso, avança que não se descarta a possibilidade de poderem partir para outras formas de luta caso a situação não seja resolvida em breve.

Fonte: Inforpress

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