Descida Índice de Governação: Ulisses  culpa o governo anterior

22/11/2017 01:47 - Modificado em 22/11/2017 01:47
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Cabo Verde caiu para a quarta posição no Índicie Hibraim Africana 2017. Índice que avalia a governação em África. À Inforpress, a líder do PAICV, Janira Almada, já tinha lamentado a queda no índice analisando-a como um factor de preocupação.

“Para o PAICV, a credibilidade do país é muito importante, pois é um dos principais activos, senão o principal, e temos de poder valorizar este activo na perspectiva de trabalharmos para reforçarmos a nossa credibilidade”, como sublinhou a líder do PAICV.

Para Almada, têm-se anunciado posturas que, no entanto, não são postas em prática; o Governo tem agido de maneira diferente do que tem pregado. Um dos pontos é o não cumprimento das promessas da campanha. “Temos assistido a nomeações de dirigentes, militantes ou pessoas próximas do partido que está a governar Cabo Verde sem nenhum concurso público e sem se avaliar o mérito e a competência”, avança Janira justificando a queda no índice de governação.

Para o Primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva, a responsabilidade da queda do índice não pertence a este Governo, mas sim ao anterior. Todavia, mesmo com a queda, a situação pode ser revertida. “Trata-se de uma avaliação de 2016 e o sinal de alerta colocado a Cabo Verde refere-se a avaliações negativas dos últimos cinco anos. Nada que impute o actual Governo”.

Para Correia e Silva, trata-se de uma situação perfeitamente recuperável e está-se a trabalhar para que Cabo Verde possa novamente estar colocado em boa posição no índice. “Nós estamos a falar de índices que foram afectados negativamente e que têm a ver com a segurança e o Estado de direito, a participação e direitos humanos e, portanto, está perfeitamente ao alcance de Cabo Verde darmos o salto necessário para colocarmos o país bem”, tranquiliza Correia e Silva.

O país desceu uma posição no ranking, passando da terceira para a quarta posição, com um total de 72,2 pontos num total de cem pontos. O país desceu 0,8 pontos, que já faz o país estar na lista de países com sinal de alerta. A lista é liderada pelas Ilhas Maurícias, Seychelles e Botsuana, num total de 54 países africanos analisados.

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