CARTA ABERTA AO GOVERNO DE CABO VERDE

16/11/2017 07:32 - Modificado em 16/11/2017 07:32

Carta enviada a S.Ex.ª o Sr. Primeiro-Ministro de Cabo Verde – Dr. Ulisses Correia e Silva em 24 de Outubro de 2017

Excelência,

Tomamos a liberdade de o incomodar, de novo, pois continuando a acreditar no espírito construtivo e de abertura com que nos recebeu e com que nos deixámos aquando da nossa visita em 28 de Novembro do ano passado, vimos por isso, submeter à atenção de V.Exª mais uma atitude que choca com esse espírito.

 

Após quase um ano desse nosso encontro, sem contar com a incompreensível postura do Ministério das Finanças no mês de Março do corrente ano, que continuamos a querer acreditar se tratou de uma falha em boa-fé, recebemos em Abril do corrente ano, um telefonema do Chefe de Gabinete do Ministro das Finanças assegurando que iriam agendar um novo encontro para breve. Dias, semanas e meses se passaram sem termos tido qualquer notícia acerca do andamento do processo. Soubemos, no entanto, que terá sido instituída uma Comissão formada pelo Director-Geral do Ministério das Finanças, pelo Chefe de Gabinete do Ministro das Finanças e pelo Director-Geral do Património do Estado encarregada de examinar o caso. Todavia, nunca fomos interpelados a esse propósito.

Hoje, para nossa grande surpresa e desilusão, soubemos que foi decidido organizar duas feiras internacionais na nossa propriedade (de 20 a 22 de Outubro – Expomar e de 15 a 19 de Novembro – XXIª Edição da Feira Internacional de Cabo Verde) mostrando incompreensível desconsideração para com o processo de negociação em curso.

Só porque convictos e certos que V.Ex.ª desconhece o que se está a passar e que nunca aprovaria tal decisão, é que tomámos a liberdade de lhe escrever para que se digne conceder-nos os seus bons ofícios no sentido de sermos esclarecidos acerca do que se está a passar, e para que se evitem outras situações semelhantes que possam comprometer os esforços de diálogo que a família tem feito para encontrar uma solução aceitável para as partes envolvidas.

Na esperança que V.Exª acolha este apelo, e aguardando uma reacção real, concreta e tangível que confirme a efectiva vontade de se chegar a uma resolução séria, rápida e respeitosa para as partes envolvidas, queira aceitar os nossos mais vivos protestos de elevada estima e consideração.

 

De V.Ex.ª atentamente,

 

U.C. Olivieri

 

Hoje, dia 16 de Novembro de 2017, constatámos, infelizmente, que o nosso apelo não foi minimamente considerado. Mais uma vez, com o aval do Governo de Cabo Verde, se viola impunemente, um dos direitos fundamentais previstos no art. 68 da Constituição da República de Cabo Verde: o direito de propriedade.

  1. Atento

    Pois é, se fosse ao contrário já teriam retirado/removido e colocado para rua o inquilinos, mas quando é o contrário…….. tenha boa sorte. Se fosse a ti, começava a falar mais alto. Acho que já chega de falar mansinho. Parte a louça rapaz.

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