Gaza recebe primeiro líder árabe desde 2007 com promessas de reconstrução

23/10/2012 23:01 - Modificado em 23/10/2012 23:01
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A Faixa de Gaza prepara-se para receber nesta terça-feira o emir do Qatar, o xeque Hamad bin Khalifa al-Thani. Com ele leva um investimento de 254 milhões de dólares (195 milhões de euros) para um projecto de reconstrução do pobre e sobrepovoado enclave palestiniano.

 

Será uma visita carregada de “significado político”, nas palavas do porta-voz do Hamas (partido islamista, no poder), Taher al-Nunu,: é o primeiro chefe de Estado a entrar naquele território desde o bloqueio imposto em 2007 por Israel e pelo Egipto, na sequência do triunfo eleitoral do Hamas em 2006. “É o primeiro líder árabe a quebrar o cerco político”, frisou o mesmo citado pela Al-Jazira.

 

Em Gaza, descreve a Reuters, tanto há bandeiras do Qatar pelas ruas como nas redes sociais se multiplicam mensagens de desconfiança em relação à visita. Por exemplo, imagens em que o xeque Hamad bin Khalifa al-Thani surge ao lado do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

 

Os milhões do investimento do Qatar destinam-se à construção de mil casas para famílias pobres da zona de Khan Younis, no Sul. Todo o território sofreu danos significativos durante a ofensiva israelita no final de 2008 e início de 2009, mas Khan Younis tem sido uma zona particularmente afectada pelo bloqueio internacional.

 

O controlo da entrada e saída de pessoa em Gaza, assim como de todos os bens que no entendimento das autoridades israelitas possa servir interesses militares, é muito apertado e isso tem dificultado a reconstrução, mas o Qatar garante agora que conseguirá fazer entrar cimento, metais e maquinaria para a construção de novas casas e acessos.

 

Na véspera da visita, o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, agradeceu ao emir do Qatar, numa conversa telefónica, a disponibilidade para ajudar os habitantes da Faixa de Gaza, noticiaram as agências internacionais.

 

No início do ano foi o Qatar que mediou conversações entre Abbas e o líder do Hamas no exílio, Khaled Meshaal, para um governo de unidade entre os dois territórios.

 

Os países do Golfo, do lado dos rebeldes no conflito sírio, têm tentado afastar o Hamas do aliado Irão, cujo programa de energia nuclear tem levado a uma escalada de tensões no confronto verbal com Israel.

 

 

 

 

publico.pt

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