Quando um visto para Portugal  interrompe o sonho

15/11/2017 00:15 - Modificado em 15/11/2017 02:46

Recebemos da estudante Carlina Brito  uma carta  onde ela expõe o calvário para conseguir um visto que lhe possibilite entrar em Portugal e continuar a estudar . Apesar da primeira recusa  do visto  Carlina não desistiu . Ela tem um sonho e  não quer interromper o sonho por causa das mil exigências , absurdas  afirmamos nós  exigidas a quem apenas que ir estudar. Mas Carlina tem um  sonho  e, se calhar, como o poeta português António Gedeão  sabe que:

“  Eles não sabem, nem sonham,

que o sonho comanda a vida,

que sempre que um homem sonha

o mundo pula e avança

como bola colorida

entre as mãos de uma criança.”

António Gedeão

“Eis que terminámos mais uma etapa, prontos e ansiosos para prosseguirmos para a fase seguinte. Nesta fase onde temos de estar cientes e conscientíssimos sobre como e onde queremos dar continuidade aos estudos. Mas como todos nós sabemos, escolhas têm de ser tomadas conscientemente com cautela e análise. Então, escolhi Portugal e, mais concretamente, Bragança (IPB) pois tenho uma irmã que já se encontra ali há um bom tempo. Só via vantagens, pois a minha estadia seria na sua casa; também pensei que a adaptação poderia ser rápida com o apoio dela. Então, depois de ter tido conhecimento sobre o conjunto de papéis que eram necessários para dar entrada ao pedido de visto, ajuntei todos, seguidos dos termos de responsabilidade da minha irmã de Portugal e de uma outra residente em Espanha. Ambas dispõem de meios financeiros que penso que são suficientemente bons, pois uma responsabilizava-se por custear a estadia e a outra a propina e o dinheiro mensal (que a princípio seria uma cota de mais ou menos 200£ mensais). Mas, depois de muito tempo à espera, de idas e vindas ao consulado, recebo a negação do meu pedido com a justificativa que eu não possuía meios para ali permanecer. Decido então de não desistir assim e de correr atrás dos meus objectivos. Novamente reúno documentos (desta vez termos de responsabilidade da minha mãe e do meu tio seguidos de documentos bancários juntamente com uma carta que esclarecia que eles disponibilizavam-se a custear com 200£ mensais as minhas despesas pessoais ali nesse território). Corri o risco de me deslocar sozinha à Praia e depois de um enorme esforço ali consegui entregar os meus documentos. Pediram-me que aguardasse entre 10 a 20 dias e já lá se vai um mês e poucos dias de aguardo. Sei que as aulas estão avançadas mas, mesmo assim, vou acompanhando quando posso para, “se” conseguir ir, poder acompanhar os meus colegas.

Deixo aqui o meu relato, pois não é fácil fazer planos e vê-los a serem destruídos sem compreensão. Aguardo na ânsia de ser “ouvida” pelas autoridades competentes e de conseguir uma resposta brevemente! “

 

Carlina Pereira

  1. Silvério Marques

    Portugal tem o direito de impor condições a todos os estrangeiros que queiram entrar no território deles.
    Cabo Verde não faz o mesmo porque depende de Portugal.
    Por que não pedir visto para Cuba, China, EStados Unidos da America, etc. As universidades portuguesas sabem de inúmeros casos de estudantes que depois não têm roupa de frio, não podem tomar 3 refeições por dia, etc. Pensem nisso. Outros querem um visto para ir lá trabalhar.

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