Jovens mais preocupados em utilizar o telemóvel na via pública do que com a própria segurança

10/11/2017 01:22 - Modificado em 10/11/2017 01:22
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O Comando Regional de São Vicente, no projecto mais segurança da população, mostra-se bastante preocupado com os casos de assaltos a jovens na posse de telemóveis.

Estava na rua e foi assaltado com violência, foi agarrado, empurrado, não tem testemunhas e às vezes não podem identificar o assaltante

“Roubaram-me o telemóvel, apresentei queixa na Polícia Nacional contra desconhecidos e desde então nunca mais recebi notícia alguma! Mantenho o mesmo número. Nem me informaram da arquivação do processo. E nunca mais vi o meu telemóvel”. Este é o relato de alguns jovens mindelenses que foram assaltados e que perderam o telemóvel.

Para muitos é um repositório sagrado de informações pessoais. Por isso, é natural encontrar pela via pública pessoas com a cabeça literalmente “metida” dentro do telemóvel. Se não estão a digitar estão a fazer outra coisa qualquer, o certo é que isso se tem tornado num hábito tão corriqueiro que as próprias pessoas nem sempre vêem o perigo que podem representar.

A questão é que não vai ter de se preocupar apenas com a compra de um novo equipamento, mas também com os riscos associados à quantidade de informação que o mesmo armazena, tanto a nível pessoal como profissional, além do perigo à integridade física.

De acordo com o Comando Nacional da PN de São Vicente, boa parte das ocorrências que são recebidas nas esquadras da ilha são devidas ao roubo de telemóveis e,daí,a preocupação sobre esta matéria.

Para o Comandante da PN de São Vicente, a maior parte dos roubos a pessoas tem a ver com telemóveis,não pelo facto das pessoas fazerem uso dos telemóveis de forma irresponsável ou desnecessária. Todavia, apela para que as pessoas prestem mais atenção, “porque fazer uso de telemóveis na via pública, de forma desinteressada ou descuidada, pode criar condições propícias para a prática de crimes e, infelizmente, a polícia não pode estar presente no local, porque senão seria um agente para cada pessoa”.

Questionado sobre o motivo da sua preocupação, diz que esta prática é constatada no dia-a-dia e que a maior parte desta preocupação é apontada aos jovens. “É normal ver todos os dias jovens a andarem pelas ruas da cidade a digitarem, a tirarem fotos de si, a ouvirem música enquanto digitam e isso é um factor de perigo, porque cria as condições propícias para um assalto e, muitas vezes, infelizmente, atrás de cada um está um delinquente que se aproveita da situação.

Este tipo de denúncia aumenta, precisamente, porque as pessoas não conseguem proteger devidamente os próprios bens e devemos saber como utilizaros telemóveis porque perto de nós pode estar sempre uma pessoa que se quer dar bem sem trabalhar honestamente, precisa Alírio Pina, que aconselha que quando se circula na via pública, principalmente à noite e em lugares com pouca ou nenhuma afluência de pessoas,é necessário termuito cuidado quando se utiliza o telemóvel.

“Acho que a malta jovem não está com uma noção séria de segurança, porque não só cria condições de assaltos, como também corre o risco de ser atropelada quando está a nadar digitando e ouvindo música bem no meio da estrada”, conclui.

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