Suspeitos de tráfico de cocaína: MP teme pela fuga dos arguidos com TIR

9/11/2017 01:36 - Modificado em 9/11/2017 01:36
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O Ministério Público  pediu ao Juiz  Crime do Tribunal de São Vicente para rever a medida de coação de Termo de Identidade e Residência  aplicada aos cidadãos brasileiros , Daniel Dantas e Rodrigo Dantas, detidos na sequência da apreensão de 1157 quilos de cocaína num yate no  cais do Porto do Mindelo,no passado mês de Agosto . Na sua argumentação  o MP   considera que existe “ perigo de fuga “. Como se sabe logo que foi conhecida a medida de coacção   determina pelo juiz , o representante  do MP  disse que não concordava com a medida  e iria interpor recurso . O NN sabe  que a defesa  dos arguidos  já fez as alegações considerando que não houve alteração dos pressupostos  que determinaram a aplicação do TIR .

Este online sabe que os dois arguidos  estão a viver num pensão em São Vicente e que um deles está a trabalhar .Por outro lado  fontes ligadas ao processo  considera que os dois arguidos tem “ fortes possibilidades  de virem a ser absolvidos  no julgamento “ e que familiares no Brasil estão a patrocinar a defesa “ convencidos da sua inocência”.

O segundo Juizo crime do Tribunal de São Vicente  colocou sob Termo de Identidade e Residência os dois irmãos brasileiros. Esta decisão deve-se ao facto dos mesmos terem sido detidos fora de flagrante delito.

Esta decisão do Juiz pode ter a ver com  as lições e com a aprendizagem que o caso Pérola Negra , onde foram apreendidos 538 quiilos de cocaína . Na altura o juiz do 1ºjuizo crime  decretou a prisão preventiva  dos tripulantes do iate onde, não foi encontrado droga e nem vestígios de transporte de cocaína   que e  foram detidos em terra  . A defesa bateu-se para que a medida de coação fosse mudada  por considerar que era ilegal , mas o juiz manteve essa medida . A decisão do juiz neste caso ao determinar a prisão preventiva  apenas do comandante do iate RichHarvest, o francês Christian Oliver, e o brasileiro Daniel Guerra vem de acordo  com  o que defesa dos arguidos do Pérola Negra defenderam.

Resta saber se o recurso  do MP consegui  apresentar que convençam  o juiz a alterar a medida de coação TIR  para a prisão preventiva . E este motivos estão claros  na lei: perigo de fuga , perturbação das investigações, continuação da actividade criminosa

 

 

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