PM :  Comemorar 25 anos da Constituição é marcar um período fundamental na história do País

8/11/2017 01:55 - Modificado em 8/11/2017 01:57
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O primeiro-ministro considerou esta terça-feira, no Mindelo, que homenagear os 25 anos da Constituição democrática da República é marcar um “período fundamental” na histórias do arquipélago e momento de reforçar “a crença e a vontade” de acelerar o desenvolvimento.

Ulisses Correia e Silva veio ao Mindelo, na tarde desta terça-feira, presidir à abertura da conferência internacional sobre os “XXV anos da Constituição democrática de Cabo Verde”, iniciativa da Assembleia Nacional, em parceria com a Câmara Municipal de São Vicente, e destacou a Constituição de 1992 como “elemento fundador” do estado de direito democrático liberal em Cabo Verde.

Depois de se referir à história como “guardião dos processo, protagonistas e momentos”, o chefe do Governo nomeou como “o mais importante” o país continuar a ser ambicioso com a melhoria das condições da democracia cabo-verdiana.

“Cabo Verde teve um percurso que orgulha a todos os cabo-verdianos, enquanto País independente, que almejou e conquistou a democracia”, concretizou a mesma fonte, e enquanto País que, sintetizou, “apesar de todos os problemas”, foi trilhando caminhos para “a melhoria das condições de vida” da sua população.

Hoje, avançou Ulisses Correia e Silva, a geração actual “exige muito mais”, não para os próximos 40 anos, mas sim os próximos 10/15 anos, “exige a aceleração” do processo de crescimento e de desenvolvimento.

Por isso, ajuntou, é o momento de “reforçar e acreditar neste país, em nós mesmos, mau grado problemas e dificuldades que existem”.

É momento, segundo o primeiro-ministro, de “romper de facto com a fatalidade, o medo e a desconfiança no futuro”, e de ter a “consciência apurada” de que o crescimento e o desenvolvimento são “ obras humanas”.

Confiante no futuro, o primeiro-ministro disse não ter dúvidas de que Cabo Verde “vai conseguir”, num prazo que seja de “compromisso com esta geração”, ter um “comprometimento forte” e um “resultado também evidente”, para que a actual geração possa ser, “cada vez mais”, o promotor, com confiança, “dos futuros que terá que construir” para as outras gerações que virão.

“O percurso de Cabo Verde coloca-nos sobre a grande responsabilidade de acreditar que é possível, e mais do que isso, é necessário fazermos todos os combates necessários para eliminarmos a pobreza, criarmos mais oportunidades de emprego e felicidade para as famílias cabo-verdianas”, concluiu Ulisses Correia e Silva.

O presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, na qualidade de anfitrião da conferência, dirigiu, por seu lado, uma breve mensagem, na qual classificou de “momento ímpar” para um país celebrar os 25 anos da sua Constituição democrática.

Neves lembrou, na ocasião, que a “essência” dos 25 anos da Constituição é a pessoa humana, quando se conquistou a liberdade e a democracia para o povo cabo-verdiano.

Durante a tarde de hoje, o evento abre espaço para duas conferências, a primeira das quais com o tema “Os desafios do constitucionalismo no século XXI”, sendo orador Bacelar Gouveia, de Portugal, e a segunda sobre “A justiça constitucional em Cabo Verde”, por Simão Santos, juiz do Tribunal da Relação do Barlavento.

O encerramento fica a cargo do presidente da Assembleia Nacional, Jorge Santos.

Inforpress

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