Offshores: Novas informações comprometem Isabel II e administração Trump

6/11/2017 04:43 - Modificado em 6/11/2017 04:45
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Depois dos Panama Papers surgem agora novas revelações também relacionadas com dinheiro transferido para offshores.

Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação divulgou, este domingo, mais um capítulo da sua extensa investigação aos offshores. Conta o jornal TheGuardian que foram analisados pelos jornalistas mais de 13 milhões de ficheiros que colocam a nu a relação da rainha de Inglaterra e da Administração Trump com estes paraísos fiscais.

Esta nova fase da investigação, a que foi dado o nome de Paradise Papers, revela que os gestores de Isabel II investiram, desde 2007, milhões de euros num paraíso fiscal nas Ilhas Caimão. Mais. Algum do dinheiro pertencente à rainha foi entregue a uma pessoa do setor do retalho que é acusada de explorar famílias pobres e pessoas vulneráveis.

administração Trump também se vê envolvida neste esquema. Segundo os jornalistas, o secretário do Comércio dos EUA, Wilbur Ross, detém uma participação na Navigator Holdings Ltd, uma empresa de transporte marítimo que tem uma parceria lucrativa com a Sibur, uma empresa de gás russa que é detida em parte pelo genro de Vladimir Putin, KirillShamalov.

Esta ligação mostra que Wilbur Ross beneficia das operações levadas a cabo por uma empresa intimamente ligada ao Presidente russo.

Quem também é apanhado nesta investigação é o primeiro-ministro do Canadá, ainda que de forma indireta, pois é o nome do seu responsável de angariação de fundos que surge nos documentos. Stephen Bronfman está envolvido no movimento de milhões de dólares para paraísos fiscais, evitando assim impostos nos Estados Unidos, no Canadá e em Israel.

Esta nova fase da investigação do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação visa ainda os fundadores do Facebook e do Twitter. Os documentos agora relevados mostram que duas instituições estatais russas, com fortes ligações a Vladimir Putin, financiaram investimentos substanciais nas duas redes sociais através do magnata russo da tecnologia, Yuri Milner que, por sua vez, detém uma participação numa companhia co-fundada pelo genro de DonaldTrump, Jared Kushner.

Empresas como a Nike e a Apple e até “alguns dos grandes nomes da indústria do cinema e da televisão” surgem também neste escândalo de offshores utilizadas com o objetivo de esconder fortunas e não pagar impostos.

 

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