XVII Congresso Nacional da UCID: António Monteiro reeleito e Lídio Silva anuncia saída do partido

6/11/2017 03:33 - Modificado em 6/11/2017 03:36
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Reunido no sábado e domingo em congresso para “cumprir Cabo Verde”, António Monteiro saiu, mais uma vez, vencedor das eleições internas da União Cabo-verdiana Independente Democrática e Cristã.

O 17º Congresso da UCID ficou marcado pela reeleição de António Monteiro e pelo abandono do evento por parte do histórico do partido, Lídio Silva,que anunciou a sua saída do partido.

António Monteiro consegue, com esta vitória, o quarto mandato à frente da UCID. O líder dos democratas cristãos quer dar uma nova projecção ao partido a nível nacional e provocar uma “viragem política” na vida dos democratas-cristãos.

Diz que vê a sua reeleição como algo de normal.  “Vejo a minha reeleição com naturalidade e tranquilidade. Infelizmente, não houve concorrência, pois seria interessante um debate de ideias entre candidaturas”, isso porque com a rejeição da lista encabeçada por Teodoro Monteiro por não cumprir todos os requisitos dos estatutos do partido, não teve oposição.

“Eu entrego-me de corpo e alma à causa da UCID e temos, neste momento, um grupo de militantes que quer que assim seja”, garantiu na altura da sua recandidatura e reafirma a sua posição sobre fazer com que o partido ganhe uma maior projecção, de uma maneira geral, a nível de todo Cabo Verde.

Monteiro reconfirmou a sua liderança ao partido para os próximos 3 anos, mas ainda pode enfrentar um processo de impugnação do ex-líder da bancada parlamentar, Lídio Silva, que considerou o congresso “uma farsa montada pela direcção cessante” e prometeu, juntamente com Teodoro Monteiro, impugnar aquela sessão plenária.

Em reacção a esta acusação, o líder democrata-cristão diz que qualquer membro do partido delegado ao congresso pode fazê-lo desde que sustentado com “dados credíveis”.

A UCID é “grandiosa”, mas este congresso, a marcar um “ponto de viragem”, tem a tarefa de fazer com que o partido tenha um “lugar de destaque na nossa democracia”, observou o presidente cessante.

António Monteiro apelou para a união, união de todos os partidos, considerando que juntos poderão trazer ao país uma “aura positiva”.

Cento e vinte delegados ao congresso dos 200 inscritos e esperados, oriundos de todas as ilhas e da emigração.  Dos cerca de 120 delegados ao congresso, 114 terão votado a favor de Monteiro, 6 abstiveram-se, 8 votaram contra e outros 2 em branco.

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