Atacante de Manhattan não está arrependido

2/11/2017 00:48 - Modificado em 2/11/2017 00:48
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O condutor da carrinha que na terça-feira atropelou várias pessoas em Manhattan, Nova Iorque, já foi interrogado pelos investigadores no hospital, onde permanece internado.

Sayfullo Saipov, 29 anos, natural do Uzbequistão, está hospitalizado a recuperar de um ferimento de bala no abdómen, após ter sido atingido pela polícia na sequência do atropelamento que causou oito mortos.

Esta quarta-feira, o homem foi formalmente acusado de terrorismo. Na acusação refere-se que o atropelamento múltiplo em Manhattan foi um ato deliberado e os investigadores afirmaram ter encontrado um telemóvel na posse do suspeito com propaganda do grupo terrorista Estado Islâmico (EI).

Segundo a procuradoria de Nova Iorque, Sayfullo Saipov fez várias declarações aos investigadores sobre o ataque.

 

Começou por explicar que decidiu fazer o atropelamento múltiplo inspirado por vídeos do EI que viu no seu telemóvel.

Especificou que um vídeo o marcou em particular: um registo do líder do EI, Abou Bakr Al-Baghdadi, no qual questionou os muçulmanos nos Estados Unidos sobre o que estavam a fazer para dar resposta às mortes de muçulmanos no Iraque.

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Em relação ao ataque de terça-feira, Saipov alugou a carrinha de caixa aberta no dia 22 de outubro para “praticar” e escolheu o dia de Halloween, muito celebrado nos Estados Unidos, por acreditar que estariam mais pessoas na rua.

Inicialmente planeou exibir bandeiras do EI na carrinha, mas depois decidiu não o fazer para não chamar a atenção, o que poderia comprometer o ataque.

Saipov questionou ainda os investigadores sobre se podia colocar uma bandeira negra do EI no quarto do hospital, referindo que se sentia bem com o que fez.

Oito pessoas morreram atropeladas em Manhattan: cinco argentinos, dois norte-americanos e uma cidadã belga.

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