Político britânico pediu a assistente para comprar vibradores

30/10/2017 11:08 - Modificado em 30/10/2017 11:08
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Um ministro do Governo de Theresa May vai ser investigado, depois de ter sido revelado este domingo que pediu a uma assistente que fosse comprar vibradores ao Soho, em Londres.

O secretário de Estado para o Comércio Internacional, Mark Garnier, já confirmou as alegações feitas este domingo pela antiga assistente Caroline Edmondson, que revelou ao “Daily Mail” um caso de assédio e conduta reprovável do político conservador.

“Uma noite, no bar do Parlamento, sugeriu-me que fossemos comprar brinquedos sexuais no Soho”, contou Caroline ao jornal britânico. No dia seguinte, levou-a ao Soho (uma zona da capital londrina) e, segundo a assistente, deu-lhe o dinheiro para comprar dois vibradores. “Ficou do lado de fora da loja enquanto entrei. Disse que um era para a mulher e outro para uma mulher que trabalhava no seu gabinete”.

Outra acusação da antiga assistente é a de que Garnier lhe chamou “mamas doces” em frente a várias testemunhas num bar, quando ela lhe disse que ia deixar o seu gabinete para começar a trabalhar com outro político.

 

O caso está a gerar uma onda de indignação entre a comunidade política britânica e o gabinete de Theresa May disse que o caso seria investigado. Garnier já admitiu as acusações, mas conta uma versão diferente para as duas histórias tornadas públicas este domingo.

“Não vou negar, porque não vou ser desonesto. Tenho de levar com isto no queixo”, disse ao “Daily Mail”, para depois explicar a sua versão. Sobre o comentário “mamas doces”, Garnier revela que se tratou de uma citação da série cómica “Gavin And Stacey”, num contexto de uma conversa informal e animada.

Sobre a compra dos vibradores, o secretário de Estado para o Comércio Internacional afirma que se tratou de uma ideia da sua assistente, depois de terem estado a comprar sabonetes e velas no Soho, e que ele não concordou com ela. Teria sido Caroline Edmondson a avançar por sua livre vontade.

Concluindo a defesa, Mark Garnier diz que as suas ações não constituem assédio sexual, apesar de compreender que, num mundo “pós-escândalo Harvey Weinstein”, as suas ações possam parecer “comportamento de dinossauro”.

“Ele mentiu”, comentou Caroline Edmondson sobre a versão dos factos do seu antigo chefe.

 

jn.pt

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